janeiro 27, 2005

Legislativas 2005 - Emigração

Nos círculos da Emigração - Europa e Fora da Europa - penso que haverá uma repartição de lugares entre PS e PSD. Talvez 2-2, talvez 3-1, dependendo do que se passar no Velho Continente.

Em caso de empate, serão deputados eleitos pelo círculo da Emigração os socialistas Aníbal Araújo (Fora da Europa) e Maria Carrilho (Europa) e os sociais-democratas Carlos Gonçalves (Europa) e José Cesário (Fora da Europa).

Mas se o PS conseguir puxar para si as duas vagas europeias, então Maria Carrilho será acompanhada do número dois da sua lista, Carlos Luís, ficando de fora Carlos Gonçalves, do PSD.

Publicado por Luís Humberto Teixeira em 07:57 PM | Comentários (1) | TrackBack

janeiro 25, 2005

Maus hábitos

Num cruzamento a 200 metros da esquadra da polícia de trânsito de Setúbal deparei-me com dois veículos que tinham colidido e esperavam que as autoridades chegassem ao local para resolver o caso (apenas chapa batida), atrapalhando o trânsito num dos sentidos.
Eu segui no noutro sentido e vi logo adiante um carro da polícia que vinha em contra-mão com as sirenes ligadas, de modo a chegar ao local do acidente mais depressa.
Se a esquadra de trânsito não ficasse a 200 metros, eu ainda compreendia o recurso ao veículo. Porém, nesta situação, pareceu-me que ele apenas ia ajudar à confusão que já reinava no trânsito...
Mau hábito, este de usar o carro para as mais pequenas deslocações.

Minutos depois cheguei à Loja do Cidadão de Setúbal, onde uma senhora dos seus trinta anos fumava ao cimo das escadas, fora do edifício.
Mal acabou o cigarro, atirou-o cá para baixo... ignorando por completo o cinzeiro que estava mesmo ao seu lado. E foi à sua vida.
Mau hábito, este de atirar o cigarro para o chão sem sequer ter em atenção as alternativas que estão debaixo do próprio nariz.

Depois cheguei a casa e pus-me a pensar em todo este meu moralismo. Aqui estou eu a escrever num blog que termina hoje o seu primeiro ano de vida quando há uma semana que não punha cá os pés.
Mau hábito, este de criticar os outros pelas suas falhas, como se as não tivesse...

Publicado por Luís Humberto Teixeira em 09:01 PM | Comentários (5) | TrackBack

janeiro 18, 2005

Uma boa ideia

Aluguer de automóveis híbridos.

Publicado por Luís Humberto Teixeira em 10:58 AM | Comentários (0) | TrackBack

janeiro 12, 2005

Legislativas 2005 - Aveiro

Em Aveiro, distrito do Octávio Lima, a minha previsão rápida é:
PSD: 6 ou 7; PS: 6 ou 7; CDS-PP: 2; PCP-PEV: 0 ou 1

Com os quatro maiores partidos a apresentarem candidatos muito fortes como cabeças-de-lista, o distrito de Aveiro atrairá as atenções durante esta campanha.
Na minha opinião, 14 dos 15 lugares são quase certos.

O CDS-PP deverá reeditar os dois deputados das três últimas eleições, elegendo Paulo Portas e António Pinho.
Por seu turno, o PS deve subir a votação, elegendo seis deputados: Manuel Pinho, Maria do Rosário Carneiro, Pedro Nuno Santos, Elísio Amorim, Afonso Candal e Rosa Albernaz.
Em situação numérica idêntica ficará o PSD, encabeçado por Marques Mendes e que deverá ser eleito juntamente com Hermínio Loureiro, Manuel Oliveira, Luís Montenegro, Regina Bastos e José Manuel Ribeiro.

Para o lugar em falta, os nomes mais prováveis são Jorge Tadeu Morgado (PSD), Armando França (PS) e Ilda Figueiredo (PCP-PEV), uma aposta forte dos comunistas para voltar a eleger deputados por Aveiro – algo que não acontece desde 1985.

Publicado por Luís Humberto Teixeira em 09:56 PM | Comentários (1) | TrackBack

Legislativas 2005 - Setúbal

Em Setúbal, distrito onde estou recenseado, a minha previsão rápida é:
PSD: 2 a 4; PS: 7 a 9; CDS-PP: 1; PCP-PEV: 4 ou 5; BE: 1

Confirmando a tendência de subida, o Bloco de Esquerda vai eleger Fernando Rosas, tal como o CDS-PP vai levar Nuno Magalhães ao hemiciclo, mantendo o deputado que elege por Setúbal desde 1995. Não acredito que ambos os partidos consigam mais, ou menos, do que isto.

Quem também irá manter a sua representação parlamentar é a coligação PCP-PEV, que elegerá quatro deputados: Francisco Lopes, Odete Santos, Heloísa Apolónia e Bruno Dias.
Em dúvida fica a eleição do economista Eugénio Rosa, quinto da lista.

Como é costume quando o ciclo está a seu favor, os socialistas deverão subir, alcançando os oito deputados por Setúbal, que serão António Vitorino, Joel Hasse Ferreira, Teresa Dinis, Eduardo Cabrita, Vítor Ramalho, Marisa Costa, Alberto Antunes e Arons de Carvalho.
Em dúvida fica a eleição de Ana Catarina Mendes, a nona da lista.

Já o PSD, prejudicado pela imagem negativa com que o governo saí, vai baixar a sua votação em Setúbal, e só tem garantida a eleição de Fernando Negrão e Luís Rodrigues.
Em dúvida fica a estreia parlamentar de Luís Marques, candidato independente proposto pelo Partido da Terra.

Neste cenário, só ficaria por decidir o 17º e último lugar por Setúbal, a sair do confronto entre Eugénio Rosa, Ana Catarina Mendes e Luís Marques.

Porém, existem factores que podem prejudicar o PS nesta equação.
A posição de Sócrates em relação à co-incineração na Arrábida é mal vista na região e os seus dois maiores adversários no distrito - PSD e CDU - têm candidatos ecologistas nas suas hostes.
Além disso, a eventual ida de António Vitorino para uma pasta ministerial promoverá os candidatos seguintes da lista do PS, deixando Paulo Pedroso à beira, ou mesmo dentro, do parlamento.
Se a estas fraquezas do PS juntarmos a muito boa imagem de Fernando Negrão, é provável que o PSD consiga garantir o terceiro deputado e até aspirar a um quarto mandato.

Esta alteração levaria a que os candidatos na corda bamba passassem a ser Eugénio Rosa, Arons de Carvalho e Bruno Vitorino, o quarto da lista do PSD.

Ou seja, com assento garantido estão:
Fernando Rosas (BE), Nuno Magalhães (CDS-PP), Francisco Lopes, Odete Santos, Heloísa Apolónia e Bruno Dias (PCP-PEV), António Vitorino, Joel Hasse Ferreira, Teresa Dinis, Eduardo Cabrita, Vítor Ramalho, Marisa Costa, Alberto Antunes (PS) e Fernando Negrão e Luís Rodrigues (PSD).

Dois destes também hão-de ser eleitos:
Eugénio Rosa (PCP-PEV), Arons de Carvalho e Ana Catarina Mendes (PS), Luís Marques e Bruno Vitorino (PSD).

Publicado por Luís Humberto Teixeira em 09:05 PM | Comentários (3) | TrackBack

Previsões eleitorais

Com as listas de candidatos já definidas, vou aqui fazer um exercício de futurologia e ver como me safo em matéria de tendências de voto.
Não tenho os conhecimentos técnicos do "politólogo" Pedro Magalhães, do Margens de Erro, para analisar sondagens e tendências, mas vou apresentar as minhas previsões com base em critérios bem definidos: os cabeças-de-lista, os líderes partidários (também chamados erradamente de candidatos a primeiro-ministro) e as tendências de voto dos últimos dez anos.
A 21 de Fevereiro regressarei a estas previsões para comparar resultados...

Publicado por Luís Humberto Teixeira em 08:32 PM | Comentários (0) | TrackBack

O boletim por Setúbal

O boletim de voto por Setúbal às próximas legislativas tem dez hipóteses de escolha e está ordenado da seguinte forma: BE, POUS, PNR, PND, PH, PCTP/MRPP, PCP-PEV, PPD/PSD, CDS-PP, PS.
Desta ordenação, ressalte-se o azar da CDU no sorteio, que mais uma vez ficou ao lado do MRPP e corre assim o risco de perder votos por engano para a força liderada por Garcia Pereira.
Digo isto porque – contou-me quem já esteve numa mesa de voto – muitos dos nulos resultam de cruzes colocadas no MRPP e na CDU. Parece que alguns eleitores não sabem que, se se enganarem, podem pedir novo boletim à mesa.

Publicado por Luís Humberto Teixeira em 08:02 PM | Comentários (0) | TrackBack

janeiro 10, 2005

Facilitar maiorias absolutas

Na entrada Maioria Absoluta, Paulo Gorjão diz que BE, PCP e PP serão “os grandes derrotados em qualquer processo de flexibilização do sistema que facilite a obtenção de maiorias absolutas”, e que por isso reagiram negativamente às palavras do Presidente da República.

Eu não vejo as coisas dessa maneira. Para mim, o maior derrotado de qualquer processo criado para facilitar a obtenção de maiorias absolutas será o pluralismo da sociedade portuguesa.

A força do marketing político leva 75% dos eleitores que se deslocam às urnas a votar no PSD ou no PS, muitas vezes na lógica negativa do “mal menor”, em vez de recorrer à lógica positiva de eleger pessoas e ideias em que se acredita.
E se actualmente já se ignoram mais de 700 mil votos na conversão dos escrutínios em mandatos de deputado, como seria se passássemos a ter um mecanismo de favorecimento das forças maioritárias? Teríamos um milhão, dois milhões de votos depositados em vão?

Haveria estabilidade política certamente, mas teríamos verdadeira democracia, verdadeiro pluralismo? Deve ser o povo português a decidir democraticamente se dá ou não maioria absoluta a um partido. Afinal, já a deu duas vezes. Quando quiser voltar a dá-la saberá como o fazer, não precisa que ninguém o facilite.

Dizer que “em 30 anos de democracia, apenas um Primeiro-Ministro conseguiu as condições necessárias para implementar o seu projecto para Portugal” é defender a teoria do “salvador da pátria”, do homem que sozinho dá um rumo ao país.
Isso é ditatorial, não democrático! Para mim, Portugal é um projecto dos portugueses, não de um cidadão iluminado que por acaso foi escolhido para primeiro-ministro (sim, porque os primeiros-ministros são escolhidos, não são eleitos).

Daí que defenda que se devem criar condições para que o parlamento reflicta ainda melhor as opções dos portugueses. Alargar o pluralismo da AR será uma vitória para o país e não colocará a estabilidade em causa se for posta em prática a responsabilização do governo e da oposição.

Não é favorecendo a obtenção de maiorias que se promove a estabilidade. É responsabilizando o governo e a oposição por todas as suas acções.
Um governo apresenta um programa durante a campanha e não o cumpre durante o mandato? Se não tiver justificações plausíveis para esse incumprimento e as suas acções estiverem a prejudicar os portugueses, deve ser demitido pelo Presidente da República.

A oposição critica as medidas do governo e não tem alternativas para as propostas que contesta? Não pode votar contra só porque sim. Tem de ser responsável e apresentar caminhos alternativos para a resolução dos problemas. Se não os tiver, não deve ser autorizada a votar contra.

Numa coisa estou de acordo com Paulo Gorjão: “Não há soluções perfeitas”. Mas há soluções mais democráticas do que outras. Se exigirmos responsabilidade a todos os actores da democracia, não teremos de sacrificar o pluralismo às mãos da estabilidade.

Publicado por Luís Humberto Teixeira em 08:40 PM | Comentários (1) | TrackBack

janeiro 07, 2005

De que marca é?

Moro perto de uma escola, pelo que encontro muitos adolescentes e pré-adolescentes quando vou passear a minha cadela.
Enquanto as meninas se limitam a um temeroso "Morde?", os rapazes olham para o bicho e perguntam de imediato "De que marca é?", como se de um qualquer adereço ou artigo tecnológico se tratasse.

Publicado por Luís Humberto Teixeira em 02:00 PM | Comentários (1) | TrackBack

janeiro 04, 2005

Preparação do terreno

Em 2003, treze deputados do PSD levaram à Assembleia da República um projecto de lei que pretendia impor a existência de um menu vegetariano nas unidades de restauração públicas e exploradas ou concessionadas por entidades de capitais exclusivamente públicos.

As justificações apresentadas para tal medida foram várias e todas elas correctas, desde o respeito pelas minorias (gastronómicas, neste caso) às mais-valias económicas e turísticas.

Porém, para o português os governantes têm sempre segundas intenções políticas. Logo, por muitos méritos que a proposta tenha (e tem-nos, de facto), para o 'tuga' ela só serviu mesmo para preparar o terreno interno para a plataforma eleitoral com o MPT. ;-)

Publicado por Luís Humberto Teixeira em 10:14 PM | Comentários (2) | TrackBack

janeiro 01, 2005

Solidariedade

São várias as campanhas de solidariedade dedicadas a ajudar as vítimas do sismo, seguido de maremoto, no Oceano Índico.
Questões profissionais chamaram-me a atenção para uma delas, promovida pelo Sindicato dos Jornalistas, que decidiu responder positivamente ao apelo da Federação Internacional de Jornalistas para ajudar humanitariamente as famílias de jornalistas e de trabalhadores dos média afectadas por esta tragédia no Sudeste Asiático.

Porém, existem outras como a da Cáritas, a da Unicef, a da AMI, a da Médicos do Mundo ou a da Cruz Vermelha Portuguesa.

Que todo o dinheiro depositado ajude quem precisa e no que é preciso.

Publicado por Luís Humberto Teixeira em 06:15 PM | Comentários (1) | TrackBack