agosto 31, 2004

Regresso aos comentários

Há muito tempo que não comentava outros blogs, em grande parte devido a falta de disponibilidade mental (a qual também se tem reflectido por aqui...).

Mas isso foi quebrado com um comentário a um comentário a uma entrada no Barnabé, colocado por Nuvem Negra e defendendo os EUA como o país que segura a "bandeira da liberdade no mundo".

Antes que alguém menos avisado tomasse essa afirmação como verdadeira, decidi responder o seguinte:

"Quem segura a bandeira da liberdade no mundo???
Nuvem Negra, aconselho-te a ler o que disse em 1998 o reverendo norte-americano Robert Bowman acerca da "boa intervenção" dos Estados Unidos no mundo. A crítica na altura ia para Clinton, mas aplica-se perfeitamente a George W. Bush.
Link: http://www.rmbowman.com/ssn/prophecy.htm"

Aliás, em www.rmbowman.com/ssn existem outros documentos que também vale a pena consultar, escritos por um militar cristão que já foi candidato a presidente dos EUA.

Publicado por Luís Humberto Teixeira em 01:19 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 28, 2004

À-vontade escandinavo

Posso ser muito ecologista, mas não faria isto em público pela floresta...

Publicado por Luís Humberto Teixeira em 10:43 AM | Comentários (3) | TrackBack

agosto 26, 2004

Consulta pública europeia

Até 31 de Outubro deste ano, a União Europeia pretende recolher a opinião dos europeus acerca da Estratégia de Desenvolvimento Sustentável adoptada em 2001 e do seu futuro desenvolvimento.
Os documentos estão em inglês, francês e alemão.

Publicado por Luís Humberto Teixeira em 12:35 AM | Comentários (0) | TrackBack

Aplicação de um estudo a uma realidade

Foi ao ler o Ondas que me deparei com um link para uma notícia sobre um estudo da revista Proteste, que afirma que é mais barato ir de carro para Lisboa e Porto do que apanhar transportes públicos.
Isto, claro, se o veículo for partilhado, transportando mais de uma pessoa.
Como gosto de verificar se os resultados deste tipo de estudos se aplicam a mim ou não, decidi fazer o teste.

O passe social de Setúbal para Lisboa custa quase 100 euros, enquanto uma deslocação diária de ida e volta entre estas duas cidades no meu Seat Ibiza fica em cerca de 10 euros (gasolina sem chumbo 95 + portagens).
Contabilizando 20 dias de trabalho, isto resulta num gasto de 200 euros mensais, onde não entram despesas de estacionamento nem o desgaste do veículo.

Ora, fazendo uma análise puramente económica, bastar-me-ia levar outra pessoa no automóvel para igualar as despesas que ambos teríamos. E se levasse um terceiro ocupante, conseguiria até reduzir as despesas per capita de cada um.

A conclusão que retiro deste estudo não é que se deve desistir dos transportes públicos e passar a andar de automóvel, uma vez que sai mais barato.
Concluo, isso sim, que é preciso questionar porque é que um autocarro que transporta mais de 50 pessoas não compensa face a um automóvel que leve três indivíduos.

Vou tentar informar-me para responder a esta pergunta e depois digo alguma coisa.

Publicado por Luís Humberto Teixeira em 12:27 AM | Comentários (1) | TrackBack

agosto 19, 2004

UE quer proteger corais atlânticos

A Comissão Europeia propôs a 16 de Agosto medidas para assegurar a protecção dos corais de profundidade em torno dos Açores, da Madeira e das Ilhas Canárias até à altura em que for possível estabelecer regras de longo prazo, o que deverá acontecer este ano.
A proposta de protecção a longo prazo através de uma proibição de arrasto pelo fundo foi apresentada em Fevereiro, mas como a sua tramitação no Conselho e no Parlamento Europeu sofreu atrasos devido às eleições europeias, a Comissão propôs a aplicação de medidas no período intermédio.

Comentando a proposta, Franz Fischler, Comissário das Pescas, disse que esta "revela o nosso compromisso, no âmbito da Política Comum da Pesca (PCP), de minimizar o impacto da pesca no ambiente e mostra que a Comissão está preparada para adaptar medidas em vigor quando surgem dados novos.”

Nas águas profundas em torno dos Açores, da Madeira e das Ilhas Canárias encontram-se agregações de coral, fontes hidrotermais e estruturas carbonatadas que oferecem abrigo e alimento a uma fauna e flora extremamente variadas.
Estes habitats têm sido protegidos no âmbito da PCP através de proibições nacionais de arrasto pelo fundo, em Espanha e Portugal, e restrições ao acesso às águas em causa por navios de outros Estados-Membros.
Estas regras foram recentemente objecto de alterações em consequência da plena integração de Espanha e Portugal na PCP.

Ver comunicado no sítio da União Europeia.

Publicado por Luís Humberto Teixeira em 06:49 PM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 18, 2004

O outro lado dos mesmos dados

O título desta notícia comprova que o jornalismo é tudo menos imparcial, mais não seja porque é uma forma de tentar interpretar a realidade, com tudo o que isso tem de subjectivo.

Enquanto jornalista, e pegando no 8º relatório provisório da DGRF, que serviu de base à notícia da Lusa difundida pelo Público.pt, eu optaria por comparar os primeiros sete meses e meio de 2004 com idêntico período de cada um dos anos anteriores em vez de o comparar com a média de todos eles.

Porquê? Porque entre 1 de Janeiro e 15 de Agosto de 2003 ardeu mais área (371.941 ha) que em igual período de todos os quatro anos anteriores juntos (287.578 ha). Perante isto, é óbvio que a média está influenciada e inflacionada pelo inferno que foi 2003. Logo, o facto de 2004 estar abaixo da média quinquenal não é necessariamente um indicador positivo.

Aliás, os 104.424 ha que já arderam este ano superam a soma de 1999 com 2001 (50.460 ha + 48.213 ha = 98.673 ha) e ultrapassam os valores registados em 2000 (90.742 ha) e 2002 (98.163 ha). Ou seja, este está a ser o segundo pior ano dos últimos seis, para o período entre 1 de Janeiro e 15 de Agosto...

Se quisesse ir mais longe, alertaria para o facto dos primeiros sete meses e meio de 2004 superarem já a média anual de área ardida entre 1993 e 2002 - 104.116 hectares (dado presente no 13º relatório provisório de 2003, também disponível no sítio da DGRF).
Ou então referia que só durante a semana de 26 de Julho a 01 de Agosto de 2004 ardeu muito mais território (44.716 ha) do que em todo o ano de 1997 (30.535 ha).

Assim, quem lê esta entrada fica com a sensação de que 2004 tem sido muito mau em termos de incêndios, ao passo que quem lê o artigo do Público.pt fica com a ideia oposta, dado que aí se relativiza muito mais a quantidade de área ardida ao compará-la com 2003 - o pior ano de sempre para a floresta portuguesa.

Os dados são os mesmos, apenas o ângulo de abordagem se alterou. E isso foi o suficiente para mudar completamente a percepção que se tem da notícia.

Publicado por Luís Humberto Teixeira em 01:23 AM | Comentários (1) | TrackBack

agosto 16, 2004

Vertigem do suicídio

Disseram-me ontem que ter vertigens não é ter medo de cair das alturas, mas medo de atirar-se.
Quererá isto dizer que todas as pessoas com vertigens duvidam da vontade de viver no seu subconsciente?

Publicado por Luís Humberto Teixeira em 10:39 AM | Comentários (3) | TrackBack

agosto 12, 2004

Onde está o fogo do PNA?

No 7º relatório provisório de incêndios florestais da DGRF, divulgado a 10 de Agosto, a área ardida a nível nacional em 2004 atinge 97.936 hectares.
Para ter uma ideia do território em causa, imagine todo o arquipélago da Madeira (Madeira, Porto Santo, Desertas e Selvagens) e o Grupo Ocidental dos Açores (Flores e Corvo) reduzidos a cinzas.

Só o incêndio da Serra do Caldeirão afectou 28.438 ha (25.717 ha de área florestal e 2.721 ha de área agrícola), ou seja, mais de um quarto da área florestal ardida até à data.

No entanto, o relatório não inclui o incêndio do Parque Natural da Arrábida - pelo menos não aparece mencionado na tabela de Grandes Incêndios -, e desta vez nem sequer há uma justificação escrita para a ausência.

Publicado por Luís Humberto Teixeira em 11:27 AM | Comentários (1) | TrackBack

agosto 11, 2004

Férias à boleia

Encontra-se de tudo no ciberespaço. De tudo mesmo. Hoje descobri o hitchhikers.org, onde se pode procurar e oferecer boleia de automóvel.

Se quer ir de férias para fora mas não tem muito dinheiro, que tal ir com um amigo à boleia de Lisboa para Barcelona, pagando ajudas de custo no valor de 40 euros por pessoa?

Ou então partir à aventura de Messejana, no Alentejo, para Riga, na Letónia, sem pagar nada?

Também pode marcar para 22 de Agosto uma viagem em Mazda 626 de Alfarim, perto de Sesimbra, para Amesterdão. São 75 euros e podem ir no máximo três pessoas.

Estas são as propostas que estão actualmente disponíveis com partida de Portugal. Sempre é uma forma diferente e barata - embora para muitos arriscada - de viajar e conhecer pessoas.

Publicado por Luís Humberto Teixeira em 12:52 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 10, 2004

Não é só por cá...

Um em cada vinte jovens britânicos, entre os 16 e os 24, pensa que Gandalf (da saga "O Senhor dos Anéis", de JRR Tolkien) foi o responsável pela derrota da Invencível Armada Espanhola em 1588, enquanto um em cada sete afirma que foi Horatio Hornblower, um herói criado por CS Forester e que, há alguns anos, originou uma série televisiva, em que o principal papel cabia a Ioan Gruffudd (que faz de Lancelot no filme Rei Artur, que estreia esta semana em Portugal).
A notícia com a análise da sondagem está no The Guardian.

A ficção toma, cada vez mais, conta da realidade...

Publicado por Luís Humberto Teixeira em 01:01 PM | Comentários (0) | TrackBack

Efeméride

Faz hoje 23 anos que se iniciou em Nairobi, no Quénia, a primeira conferência mundial dedicada às novas energias e às energias renováveis.
Promovida pelas Nações Unidas, esta conferência decorreu entre 10 e 21 de Agosto de 1981 e teve como resultado o "Programa de Acção de Nairobi", cujos objectivos podem ser encontrados no arquivo da ONU (em inglês).
Como seria de esperar, já se registaram alguns avanços na área das energias renováveis desde 1981, mas ainda há muito trabalho pela frente, sobretudo a nível de utilização quotidiana das mesmas.

Publicado por Luís Humberto Teixeira em 11:13 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 07, 2004

Lapsos de publicação

Descobri que os resultados oficiais das Autárquicas 2001 publicados no Diário da República nº 73, de 27 de Março de 2002, apresentam 21 situações em que as contas não condizem, e isto só no distrito de Setúbal.
Além disto, há ainda a registar o facto do resultado do PS na eleição da Assembleia Municipal de Alcácer do Sal não constar no referido DR, aparecendo simplesmente um espaço em branco.
Compreendo que o DR contém um elevado volume de dados, e que por isso é difícil fazer com que saia sem qualquer gralha, mas 22 falhas num só distrito é preocupante. Especialmente porque, a terem-se concretizado, algumas delas adulteram a vontade expressa pelos eleitores nas urnas.

Não terei sido a primeira pessoa a dar com estes lapsos - afinal já lá vão quase dois anos e meio desde a publicação dos resultados -, mas como não tenho conhecimento de qualquer rectificação dos dados, agradecia que alguém me informasse da mesma, caso ela exista.

Publicado por Luís Humberto Teixeira em 12:28 AM | Comentários (1) | TrackBack

agosto 04, 2004

Como Andorra em cinzas

Afinal, o relatório sobre incêndios da DGRF que saiu hoje não traz ainda dados sobre os incêndios no Parque Natural da Arrábida e na Serra do Caldeirão.
No entanto, mesmo sem contar com estes grandes incêndios, a área ardida nos primeiros sete meses de 2004 em Portugal foi superior a 50 mil hectares - mais território do que todo o principado de Andorra.

Publicado por Luís Humberto Teixeira em 12:05 PM | Comentários (2) | TrackBack

agosto 03, 2004

Confusões da língua...

No final do Verão de 2003, o governo PSD/PP prometeu mais dinheiro para os fogos e, ainda atordoados com uma época infernal nas florestas, os portugueses pensaram que o executivo estava a falar de fogos-incêndios.
Hoje, quase um ano depois, a quantidade de área ardida torna óbvio que se estava a falar de fogos-habitações.

Publicado por Luís Humberto Teixeira em 06:18 PM | Comentários (2) | TrackBack

O relatório está a chegar

A Direcção-Geral dos Recursos Florestais divulga amanhã, 4 de Agosto, o relatório provisório referente à última semana de Julho, onde serão conhecidos os dados oficiais acerca da área ardida em incêndios como o do Parque Natural da Arrábida e o da Serra do Caldeirão.

Publicado por Luís Humberto Teixeira em 05:48 PM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 02, 2004

Pela sua saúde

Farto de algumas situações que ocorreram com familiares e amigos meus nos últimos tempos, decidi contactar a Ordem dos Médicos para saber como fazer uma queixa de um destes profissionais.
Fiquei assim a saber que se deve escrever uma carta para o Gabinete do Doente, sito na Av. Almirante Gago Coutinho, nº 151 - 1749-084 Lisboa, anexando fotocópias de documentos comprovativos à exposição/queixa.

É óptimo que exista tal gabinete, mas devo dizer que duvido da sua eficácia, pois a exigência de documentos comprovativos da queixa demove muitos cidadãos que, mesmo que saibam da existência deste serviço, dificilmente poderão comprovar documentalmente a má conduta do médico.

Digo isto porque não sei como é que se pode comprovar que um médico da Clínica Roma, em Lisboa, que tem apelidos bem conhecidos, cobrou duas vezes um exame não concluído no Hospital Amadora-Sintra.

Primeiro, pediu o pagamento adiantado, na referida clínica privada, para poder marcar uma observação no referido hospital público.
(Neste caso ele pode alegar que o pagamento se refere à consulta).

No dia marcado, não foi possível fazer a observação completa por o estado de saúde do doente ter piorado.
(Sendo uma observação, o médico pode alegar que a fez. Não há provas em contrário.)

Além de não receber o dinheiro de volta e do alarme provocado pelo deteriorar da sua situação, o paciente ainda recebeu em casa uma conta para pagar do Amadora-Sintra. Disse que já tinha pago no privado ao médico, mas recebeu como resposta: "Não nos interessa. Resolva isso com o doutor".

Não perguntaram se a pessoa queria apresentar queixa do médico, já que este estava a abusar dos recursos públicos e da boa-fé dos seus pacientes. Como se esse abuso fosse uma situação normal e comum a vários médicos.

Obviamente, dado o piorar da sua condição, a pessoa preferiu procurar os préstimos de outro médico e tratar da sua saúde, que estava a agravar-se de dia para dia. E felizmente conseguiu resolvê-la.

Publicado por Luís Humberto Teixeira em 03:22 PM | Comentários (1) | TrackBack