Por vezes, há histórias que circulam via e-mail e são depois reproduzidas em blogs. Uma das últimas que vi foi a das aranhas-camelo, essa terrível ameaça para os soldados norte-americanos no Iraque.
A propósito dela, escrevi o que se segue no Janela para o Rio.
"Alarme falso, minha gente.
Ver aqui, em francês, e aqui, em inglês."
"Sim, mas embora sejam particularmente agressivas e carnívoras, atacam somente animais do seu tamanho: grilos, escorpiões, insectos.
O único problema para os humanos é que, em caso de mordedura, a dor é considerável e pode mesmo causar uma infecção.
Ver os quatro últimos pontos das explicações dos especialistas (em francês)."
Por ter formação em jornalismo e gerir este blog, despertou-me particular atenção uma entrada no Barnabé de nome "As primeiras vítimas", que referia o caso de três profissionais do diário "O Primeiro de Janeiro" que foram despedidos por denunciarem certas práticas do jornal no blog "Diário de um Jornalista".
Como nada vi sobre o assunto no sítio oficial do Sindicato dos Jornalistas, decidi perguntar ao Daniel Oliveira como tinha sabido da posição do SJ.
"Diz o Daniel: "O Sindicato dos Jornalistas considera que, a serem verdadeiros os factos denunciados, estamos perante um direito fundamental de qualquer cidadão e ainda mais de um jornalista. Se forem falsas, serão os jornalistas a responder judicialmente."
No entanto, o sítio do Sindicato dos Jornalistas nada diz sobre o assunto.
Qual foi a fonte para esta afirmação, Daniel?"
Obtive resposta pronta do Pedro Sales, que me disse que a história estava no suplemento Computadores do Público, acompanhada da posição de Serra Pereira, advogado do SJ, e de Oscar Mascarenhas, presidente do Conselho Deontológico.
Este é o nome de uma crónica de Paulo Morais, a ler com atenção na edição de 25 de Abril de 2004 do Diário de Notícias. Levanta questões interessantes...
O autor deste poema pediu-me para permanecer anónimo, divulgando apenas que a inspiração para o mesmo lhe veio ontem, à mesa do café do CCB, enquanto esperava por um concerto da festa da música.
Chama-se "O Crava" e retrata uma figura conhecida... Adivinham quem?
O Crava
O crava já não usa cravo na lapela
O crava mudou de partido
O crava come da gamela
O crava fala sem sentido
O crava cravou-nos o voto
O crava é hoje primeiro-ministro
O crava deixou-nos o fato roto
O crava ainda amanhã será primeiro-ministro
O crava deixou-nos só com isto
Esta 50ª entrada com a recolha de comentários que faço noutros lados é relativa ao post "25 de Abril, nunca!", de rui a., no Blasfémias.
Discordo de outros pontos na referida entrada, a começar pelo próprio título, mas por respeitar o direito à liberdade de expressão e de opinião de rui a., apenas fiz o reparo que se segue. O 25 de Abril não foi uma Revolução Sangrenta, mas infelizmente, e por culpa da PIDE/DGS, também não se fez sem derramento de sangue.
"Diz o rui a. que "não se consegue compreender, por mais distraída que seja a alma portuguesa, que uma tirania com aquelas características não tenha dado, como não deu, um tiro em sua defesa."
Então e Fernando Gesteira, José Barreto, Fernando Barreiro e José Arruda? Morreram de falta de ar, por estarem no meio da multidão em frente à sede da PIDE, nesse dia 25 de Abril de 1974? Ou foram atingidos por tiros que a polícia política disparou em sua defesa?
Alguma alma portuguesa andou distraída, na altura de se documentar sobre as ocorrências do dia 25 de Abril..."
ACTUALIZAÇÃO: De acordo com os dados publicados por José Gonçalves no Blogquisto, os nomes dos cidadãos mortos a 25 de Abril de 1974 pela PIDE eram: Francisco Carvalho Gesteiro, 18 anos, empregado de escritório; José James Harteley Barnetto, 37 anos, natural de Vendas Novas; Fernando Luís Barreiros dos Reis, 24 anos, soldado; e João Guilherme Rego Arruda, 20 anos, estudante açoriano.
Os nomes que indiquei inicialmente eram os referidos na Utopia - Revista Anarquista de Cultura e Intervenção.
Acerca da liberdade de expressão em duas situações distintas.
O primeiro, colocado a 23 de Abril no BdE; o segundo, 'postado' a 24 de Abril no Ondas.
"Além da autora da fotografia foi despedido o marido dela, que nada teve, aparentemente, a ver com o caso.
Quem quiser ler mais pormenores sobre a história em português pode ir ao Sítio do Sindicato dos Jornalistas."
"Em Setúbal, dois outdoors "Abril é Evolução" já devidamente corrigidos para "Abril é Revolução Sempre" também foram substituídos, por publicidade à Santa Casa da Misericórdia. A Dra. Maria José Nogueira Pinto (CDS-PP) não deve ter gostado de ver a correcção nos cartazes do Governo e decidiu pôr as pessoas a pensar no totoloto. Sempre é menos perigoso..."
Por vezes, os nomes de algumas figuras públicas prestam-se a jogos de palavras. Ariel Sharon é um deles, dado existir uma marca de detergente de nome Ariel.
Disse brevemente o que penso de ambos, a 23 de Abril, no Barnabé.
"Este Ariel também não é lá grande coisa para tornar o mundo num lugar melhor.
E para não pensarem que digo isto por causa de alguma nódoa que não saiu da roupa, ou de um prato mal lavado, aconselho uma visita ao sítio http://www.pelosanimais.com/recursos/lista.php.
Ao menos justifiquem o nome e testem no Sharon, em vez de sacrificarem os animais!"
O Cravo
A 25 de Abril de 1974
festejou-se a liberdade e o sonho
com hinos nos lábios,
com votos renovados de esperança.
O País aberto à verdade
e os braços estendidos aos Heróis,
às promessas e à confiança.
Foi dia de luta, de lágrimas,
de adeus às armas, de acolhimento,
de um sorriso para uma certeza.
As prisões e as torturas
queriam-se longe da lembrança.
Agora reforçavam-se os desejos
de uma Pátria nova Renascida,
de uma Pátria nova Portuguesa!
Porém,
o tempo passou
e um cravo rubro, solitário,
ficou na estrada tombado…
As desilusões esmagaram-no
e o Homem Novo ignorou-o,
tomando-o por vinho entornado.
E hoje,
é recordado com brindes e discursos de glória
esse dia que ninguém esqueceu.
Mas há novos pés, no silêncio, a pisarem
aquele cravo de sangue exaltado e vitória
que no auge da festa alguém perdeu.
No futuro,
uma criança,
brincando na areia da estrada,
encontrará o cravo
que à Revolução foi ceifado.
Ao romper de uma aurora,
com vigor, plantá-lo-á de novo,
para que a fé não se apague.
E crente nas razões do povo,
na sua justiça e na sua dor,
estará a plantar, sem o saber,
a mais doce força da Saudade,
o mais intenso poema de Amor.
Helena de Sousa Freitas
A última estrofe deste poema foi escolhida como "rótulo" de vários vasos com pequenos craveiros, oferecidos pelo Espaço Educativo Florestal da Guarda aos alunos da Escola de Videmonte, no âmbito das comemorações do 25 de Abril naquele município beirão.
Assim se pretendeu dizer aos mais novos que a manutenção das conquistas de Abril depende deles.
ABRIL COM "R"
Trinta anos depois querem tirar o r
se puderem vai a cedilha e o til
trinta anos depois alguém que berre
r de revolução r de Abril
r até de porra r vezes dois
r de renascer trinta anos depois
Trinta anos depois ainda nos resta
da liberdade o l mas qualquer dia
democracia fica sem o d.
Alguém que faça um f para a festa
alguém que venha perguntar porquê
e traga um grande p de poesia.
Trinta anos depois a vida é tua
agarra as letras todas e com elas
escreve a palavra amor (onde somos sempre dois)
escreve a palavra amor em cada rua
e então verás de novo as caravelas
a passar por aqui: trinta anos depois.
Manuel Alegre
Numa conversa tida há uns dias, o Frederico Duarte Carvalho, do Para Mim Tanto Faz, perguntou-me se eu sabia da existência do texto "Tentando a quadratura do círculo", da autoria de Fernando Rocha Andrade.
O nome soava-me familiar, pelo que, após um pequeno esforço, lá me lembrei que o tinha lido por alto há uns dois meses, mas sem o analisar a fundo.
Aproveitando uma pequena pausa no trabalho, decidi ler uma das partes do referido documento, que aborda os prós e contras de um círculo nacional e que acaba por colocar esta opção de parte "à pala" da cláusula-barreira e da governabilidade do país.
Eu discordo frontalmente desses argumentos, pois considero que a governabilidade de um país como Portugal não depende de cláusulas-barreira nem se faz à custa da proporcionalidade. E a experiência de 30 anos de Democracia, que se comemoram amanhã, comprovam aquilo que digo.
Deixo, em seguida, um excerto da mensagem que enviei ao Frederico.
"Como me relembraste do documento "Tentando a quadratura do círculo", que já tinha lido por alto há uns dois meses, decidi lê-lo com mais atenção e eis uma das partes que considerei mais interessantes, a propósito do círculo nacional.
"Poderia, numa primeira abordagem, dizer-se em benefício de tal método que ele é o que mais fielmente transpõe para o Parlamento as opções políticas do eleitorado. Se isso é certo, não o é menos, no entanto, que o sistema eleitoral tem igualmente a função de gerar maiorias parlamentares estáveis que possibilitem uma eficaz acção governativa. Neste difícil equilíbrio entre governabilidade e proporcionalidade, o apuramento por círculo nacional representa, com os actuais limites impostos pela Constituição, a opção pela segunda em completo detrimento da primeira.
Este é, aliás, um resultado que vai mais além do que o que existe nos países, como a Alemanha ou a Dinamarca, em que o círculo de apuramento é nacional. É que nestes sempre existe uma cláusula barreira que limita o acesso ao Parlamento de partidos que obtenham a nível nacional uma percentagem de votos abaixo de um certo limite. Mecanismo que, como já vimos, não é possível face à nossa Constituição.
Assim, parece desaconselhável a adopção de um apuramento em círculo nacional. Na nossa opinião, o apuramento deverá continuar a ser feito através de círculos coincidentes com partes do território nacional.”
Ou seja, Fernando Rocha Andrade – que já fez parte da Comissão Nacional do PS, se não estou em erro – põe de parte a possibilidade de um círculo nacional devido ao facto da Constituição não permitir a existência de uma cláusula-barreira, não obstante esse método de eleição transpor de forma mais fiel as opções políticas do eleitorado. É que, sem esse limite ao acesso dos partidos ao Parlamento, utilizado na Alemanha ou na Dinamarca, a "governabilidade" do país fica em causa, sugere o assistente da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.
Por outras palavras, podemos dizer que Fernando Rocha Andrade reconhece que a inexistência de um círculo nacional faz com que o nosso sistema eleitoral não respeite inteiramente as opções dos eleitores, mas que, infelizmente, nada se pode fazer quanto a isso, pois a nossa Constituição proíbe as cláusulas-barreira, e só estas permitem que um país que eleja os seus parlamentares através de um círculo nacional seja governável.
Muito bem. Põe-se de parte o círculo nacional porque a Constituição não permite a existência de uma cláusula-barreira. Nada contra, a Constituição é para se respeitar. Mas pergunto: Será que a governabilidade depende da cláusula-barreira? Não, não depende. Depende de existirem condições no parlamento para a formação de governos estáveis, sejam eles de maioria absoluta (cavaquismo), de coligações pré-eleitorais (AD de Sá Carneiro) e pós-eleitorais (Bloco Central e coligação PSD-PP), e maiorias relativas que vão governando “em diálogo” (guterrismo).
Logo, a governabilidade depende apenas da vontade dos partidos.
Além disso, insistir nos círculos parciais é continuar a dar peso aos eleitores fantasma, permitindo que situações como a de Évora e dos Açores, que refiro no livro (pp. 12-13), se continuem a verificar, dada a falta de interesse em actualizar os cadernos eleitorais."
De onde terá vindo a inspiração para a campanha "Abril é Evolução" do governo PSD/CDS-PP?
Através de um e-mail de um jornalista meu conhecido, chamado Mário Silva, soube da existência daquelas que poderão ter sido as frases que provocaram a queda do 'R' nas menções à Revolução de Abril.
"A revolução não é um estado permanente, nem se deve transformar num estado duradouro. Todos os ganhos da revolução devem ser guiados para a segura cama da evolução."
"Porque assim que o partido tiver tomado o poder, e este novo estado de coisas estiver consolidado, penso que será necessário que a Revolução se transforme numa evolução."
Esta é a minha tradução rápida para português, a partir da tradução inglesa, de duas frases ditas por... Adolf Hitler. A primeira foi proferida aos Governadores do Reich, no dia 6 de Julho de 1933, e a segunda faz parte do Discurso no Reichstag, a 30 de Janeiro de 1937.
O excerto em inglês da primeira pode ser encontrado aqui, enquanto o discurso integral ao Reichstag, de onde foi retirada a segunda frase, está num sítio sobre história da Alemanha.
Para lavar a louça, costumo comprar Ecover, uma marca distribuída em Portugal pela Ecotrading.
Uma embalagem de litro deste produto custa 3,04 euros no Continente, contra os 45 cêntimos de um Superloiça (o mais barato) ou os 2,04 euros de litro e meio de Sonasol Vinagre Limão.
Qual é então a lógica de comprar Ecover, se posso gastar menos um euro e receber mais meio litro de detergente, ou até se posso levar seis litros de Superloiça e ainda assim poupar 34 cêntimos?
A lógica é que, de entre estes produtos, o Ecover é o único ecologicamente correcto, pois não é testado em animais nem tem efeitos particularmente nocivos para o ambiente.
O orçamento da minha casa agradeceria se eu não pensasse em determinados assuntos e simplesmente escolhesse os produtos com base no seu preço, como faz quase toda a gente perante este cenário de crise.
Ninguém me obriga a fazê-lo. É tudo uma questão de opções pessoais: não me importo de sair menos vezes à noite para ter a minha consciência ambiental (e a louça) limpa.
Porém, nem só o preço justifica estas opções. Muita gente não as faz por desconhecer quais são produtos que fazem ou não testes em animais ou aqueles que são ou não ecologicamente correctos.
Para suprir essa eventual lacuna em alguns dos leitores deste blog, deixo aqui duas ligações úteis encontradas na ANIMAL: uma lista curta e feita a pensar nos portugueses; e outra longa, e mais completa, feita nos Estados Unidos.
"Imagine que o seu corpo está a ser usado com fins científicos... consigo ainda lá dentro. Isso é o que acontece aos milhões de animais que são anualmente usados na cruel, dispendiosa e enganadora indústria da experimentação animal. Nesta indústria, um animal morre a cada 3 segundos, num laboratório europeu; a cada 2 segundos, num laboratório japonês; a cada segundo, num laboratório norte-americano. Só no Reino Unido, quase 3 milhões de animais são mortos anualmente em laboratórios."
"Em Portugal, também se fazem experiências com animais, nomeadamente no Laboratório Nacional de Investigação Veterinária, nas estações zootécnicas do Ministério da Agricultura, nas faculdades de medicina, medicina veterinária, ciências, farmácia e psicologia, nalgumas instituições de investigação científica e, em alguns casos, nalguns laboratórios comerciais. Em Portugal, a protecção legal destes animais é ainda mais reduzida e a fiscalização ainda mais deficiente do que no estrangeiro."
Ambas as citações foram retiradas do sítio da associação portuguesa ANIMAL.
Soube agora mesmo, através do Última Hora do Público.pt, que já foram entregues os Prémios Goldman 2004, considerados os Nobel do Ambiente.
Entre os galardoados - sete no total - está Demétrio do Amaral de Carvalho, um timorense de 37 anos que incluiu a justiça ambiental na Constituição de Timor Lorosae e que tem trabalhado bastante em prol do ambiente à frente da Fundação Haburas, que significa "fazer verde e fresco", em tétum.
A biografia (em inglês) deste activista ambiental de língua portuguesa está disponível no sítio oficial dos Prémios Goldman.
Fiquei satisfeito por saber que a rotulagem de alimentos transgénicos vai passar a ser obrigatória, apesar dos votos contra no Parlamento Europeu dos deputados portugueses do PSD e a abstenção dos representantes do CDS-PP.
No entanto, como tradutor, espero que também se passe a dar atenção à reprodução fiel das informações da sua língua original para português. Digo isto porque já vi alguns rótulos curiosos em alimentos que tive aqui por casa.
Por exemplo, numa caixa de After Eights especial – daquelas que normalmente se oferecem em datas festivas – vi a seguinte descrição para um dos bombons: “Chocolate preto com recheio aromatisado de hortelã pimenta”.
Se o erro se resumisse ao ‘s’ em aromatisado, em vez do ‘z’, ainda passava. O problema é que, nas outras línguas, falava-se em “mint filling containing alcohol” (inglês), “Minz-Alkoholfüllung” (alemão), “alcoolisé à la mente” (francês), “munt-alcoholvulling” (neerlandês), “all alcool e fresca menta” (italiano), “licor de menta” (castelhano).
Mesmo para quem não perceba estas línguas, é clara a referência ao álcool, que foi traduzido para português como mero aroma!
Além deste caso, lembro-me ainda de, em tempos, mastigar com muito cuidado uns cereais da marca Mornflake, que diziam conter porcas (nuts) na sua composição. Achei estranho, mas nunca pus em causa a sua veracidade. O que não falta por aí são alimentados enriquecidos com ferro!
Eis dois temas que vi no Ondas e que não consigo evitar reproduzir também aqui no Reciclemos!.
O primeiro é o Manifesto "Os cidadãos, a Reserva Ecológica Nacional (REN) e a Reserva Agrícola Nacional (RAN)", coordenado por Luísa Schmidt, Henrique Pereira dos Santos e Francisco Ferreira.
O segundo é um boicote ao turismo no Canadá, motivado pelo recente abate massivo de focas naquele país, cujo slogan para atrair turistas é "Discover our true nature" ("Descubra a nossa Verdadeira Natureza")...
As palavras de Jorge Sampaio em relação à REN e à RAN, mereceram-me este comentário à entrada "Farpas Verdes LXIV", de 17 de Abril, no Estrago da Nação:
"Não podia concordar mais.
E para que os verdadeiros amigos do ambiente neste país não voltem a sofrer desilusões como a de Sampaio, o melhor seria avançar para Belém com um candidato ecologista.
Afinal, se já está a decorrer a compilação do Manifesto por um Portugal Sustentável (http://7mares.terravista.pt/portugalverde/manifesto.htm), para difundir antes das próximas presidenciais, porque não transformá-lo em algo mais e avançar com uma candidatura própria?
Na pior das hipóteses, a defesa do ambiente teria mais tempo de antena durante a campanha. Na melhor, (deixem-me sonhar) teríamos um presidente ecologista.
Há cerca de dois anos, vi sugerido na Ambio o nome de Viriato Soromenho-Marques para candidato a presidente.
Sendo ele director do jornal onde eu trabalhava na altura, falei-lhe no assunto, ao que me respondeu que não descartava a possibilidade, apesar de nunca ter pensado nisso.
Por isso, lanço aqui um pedido/desafio ao Pedro: pensar em vários nomes fortes da área ambiental e colocar uma sondagem no Estrago da Nação sobre quem deveria ser o candidato ecologista a Belém."
O Descrédito tem por lá um comentário meu, relativo a entrada "Previsível", de 29 de Março.
"Um sistema que exija votações fortes nos partidos fortes é um sistema bipartidário e esse não é, nem deve ser, o caso português.
Isto porque, salvo raras excepções, é impossível ver as diferenças entre PS e PSD.
O que é preciso é mudar o sistema eleitoral que temos, se é que pretendemos ter representantes em que os eleitores se revejam realmente."
Acerca deste interessante estudo, comentei o seguinte no Cruzes Canhoto!:
"Ora aí está um estudo que complica (ainda mais) processos como o da Casa Pia..."
De 17 de Abril a 23 de Maio, uma equipa de seis alpinistas portugueses, liderada por João Garcia, vai tentar atingir o topo do Ama Dablam, um dos mais belos picos dos Himalaias e bastante exigente a nível técnico, apesar dos seus "meros" 6856 metros de altitude.
Além de João Garcia, integram esta expedição Bruno Carvalho, Helder Santos, António Coelho, José Luis Carvalho e Rui Rosado, que irão escalar o Ama Dablam pela via normal, na sua vertente Sul, a qual, apesar de tudo, apresenta um coeficiente de dificuldade elevado.
Quem quiser ver ao vivo algum do equipamento a utilizar pelos alpinistas ou apreciar algumas das técnicas a usar durante a escalada pode ir esta sexta-feira, dia 16, pelas 15 horas, ao Rocódromo Econauta do Centro Comercial Alvaláxia, do Alvalade XXI, em Lisboa, local onde será apresentada a expedição.
Atlântico Norte. Latitude 41º 46' N, Longitude 50º 14' W. Às 23h40 do dia 14 de Abril de 1912, um icebergue colide com o RMS Titanic, navio da White Star Line que fazia a sua viagem inaugural entre Southampton e Nova Iorque.
Apesar de ser considerado "inafundável", o Titanic demorou duas horas e quarenta minutos até iniciar uma viagem sem retorno ao fundo do oceano às 2h20 do dia 15 de Abril, levando consigo 1595 pessoas.
Só voltaria a ser visto por olhos humanos mais de 70 anos depois, quando uma expedição liderada por Robert Ballard o localizou. Porém, a sua verdadeira ascensão a mito mundial aconteceu em 1998, com o êxito internacional da longa-metragem realizada por James Cameron.
Para assinalar os 92 anos sobre a morte do "barco dos sonhos", deixo-vos aqui uma ligação ao sítio "Echoes of the Titanic disaster - an Irish tribute", uma boa fonte de informação sobre o navio e a tragédia.
Fica ainda aqui a ligação ao sítio do documentário "Ghosts of the Abyss", realizado por James Cameron, e que tem um trailer digno de filme.
Para terminar a "certificação" dos comentários que fiz aqui por casa, basta seguir o link abaixo para ver os que faltavam, ordenados por ordem cronológica decrescente.
O primeiro é uma resposta ao Jumento, do blog homónimo, curiosamente a propósito de um "Eu disse isto?!".
O segundo é uma resposta a uma dúvida do João Paulo Soares, do Bioterra, à qual ele mesmo acabou por responder.
O terceiro é de 2 de Março e é o reconhecimento de uma falha apontada pelo Pedro Guedes, do Último Reduto.
Resposta ao Jumento
"Caro Jumento,
A sua interrogação é pertinente.
Penso que, com a solução que apresento, os eleitos começariam a preocupar-se mais do que actualmente, dado que estariam sujeitos a um sistema mais flexível e que permitiria mudanças com maior facilidade, devido ao menor desperdício de votos.
Além de que a entrada em vigor dos círculos uninominais que proponho também ajudaria à responsabilização dos eleitos perante os eleitores."
Resposta ao João Paulo Soares
"Não sei, mas vou investigar o caso."
Resposta ao Pedro Guedes
"Caro Pedro Guedes,
Tem toda a razão. O PSN não consta nos resultados oficiais publicados pela CNE porque desistiu antes do acto eleitoral.
Confirmei a sua suspeição junto da CNE, e soube que essa informação consta na acta de apuramento geral da comarca de Vila Real.
Obviamente que a dúvida relativamente à interferência do PDA era uma brincadeira, pois não fazia qualquer sentido um partido "mexer cordelinhos" para ficar com um recorde deste tipo. Nem a CNE ia nisso.
Só continuo sem saber porque é que não vi esta informação em nenhum jornal. Alguém andou distraído... (possivelmente eu)."
Ainda aqui no Reciclemos!, dei a 6 de Março a seguinte resposta a um comentário do Boss, do Renas e Veados. Agradeço ainda ao Boss por ter falado sobre a minha proposta no seu blog, numa entrada de nome "Injustiças eleitorais", publicada a 8 de Março.
"Dear Boss
(opto por esta forma em inglês porque não sei se é um ou uma chefe)
Não sei se já teve tempo de ir ver a proposta que faço para resolver este problema, mas gostava de saber a sua opinião acerca da mesma. Ela encontra-se em http://reciclemos.weblog.com.pt/arquivo/062532.html ou, caso a queira ver mais desenvolvida, no livro "Reciclemos o sistema eleitoral!".
É uma solução que está mais próxima da opção radical, embora não chegue ao extremo de depender apenas de um círculo nacional.
O facto de ninguém avançar com ela não se prenderá com o desconhecimento dos deputados, mas talvez com o desinteresse em fazer com que o sistema mude.
Digo isto porque já fiz chegar uma cópia do livro a cada um dos grupos parlamentares (PSD, PS, CDS-PP, PCP, BE e PEV), ao Presidente da República e a representantes da Comissão Nacional de Eleições e do STAPE.
Feedback acerca do conteúdo do mesmo? Zero. Silêncio absoluto.
Mais espantado fiquei ainda com o quase total silêncio da comunicação social sobre a matéria - afinal isto afecta mais de meio milhão de portugueses num dos seus direitos. Devo realçar as honrosas excepções da Agência Lusa, da TSF e de alguns órgãos de comunicação regionais.
Podia resignar-me, dizer "é este o país que temos" e esquecer a ideia. Porém, sei que a minha consciência não mo vai permitir."
Chama-se Rogério da Costa Pereira, mas é mais conhecido como Afixe - fruto da forma como decidiu assinar os seus comentários no BdE - e agora já tem um blog próprio, onde deixei esta tarde a seguinte mensagem:
"Além de já gostar da prosa que via regularmente no BdE, vou estar atento ao vosso blog para acompanhar esta "luta contra a mediocridade e a intolerância". Espero que seja bem sucedida.
E esta abertura com "O Grito", de Munch, só aumenta ainda mais a minha expectativa."
Pois é... faltavam alguns comentários publicados aqui mesmo no Reciclemos!. E um deles vem muito a propósito, devido a palavras recentes do Raul, do Congeminações, acerca das sondagens.
Foi colocado a 30 de Março, em resposta a um comentário de O Raio, no "Manifesto contra o voto útil".
"Discordo de que reste o voto no PCP à esquerda e o voto no PND à direita.
Existem muitos outros partidos no espectro político e todos eles poderão constituir uma opção válida.
Os partidos que aponta, assim como o BE, são aqueles que têm maior visibilidade por figurarem nas sondagens.
Um dia destes gostava de ver uma sondagem em que entrassem todos os partidos concorrentes às eleições, em vez de surgirem só os cinco com representação parlamentar, acompanhados em alguns casos da Nova Democracia (embora não se saiba bem porquê, pois é força que nunca foi a votos).
É porque ao não colocarem partidos como o MRPP, o MPT, o PPM, o PH, o PNR, o POUS e o recém-formado Partido do Doente os responsáveis pelas sondagens estão a partir do princípio de que estas forças não são opções, quando elas, na realidade, o são.
E só quem não se sentir próximo de nenhuma das muitas opções é que deve votar em branco, como diz Saramago."
Depois da actualização massiva feita neste fim-de-semana prolongado, penso que já assumi todos os comentários que andei a fazer pela blogosfera.
Mas, como muitas vezes nem me lembro do que comi no dia anterior, quanto mais do que escrevi durante os últimos dois meses, é provável que me tenham escapado alguns comentários.
Se alguém souber de um comentário assinado por Luís Humberto Teixeira que ainda não tenha sido certificado aqui, agradeço o alerta, para que possa cumprir totalmente o que prometi em "Para que não me aconteça o mesmo que a Pedro Mexia".
Nota: Nos comentários a esta última entrada, apenas o segundo me pertence.
"Se a situação não anda nem desanda no que respeita à lei eleitoral, a culpa é de quem está na AR, porque há uns nove meses enviei para lá uma proposta de alteração do sistema eleitoral que permitiria avançar com os círculos uninominais e iniciar a reforma da lei eleitoral.
Tudo isto sem necessidade de estudos demorados, usando uma lógica simples de assimilar por parte de todos os eleitores, neutralizando o peso dos eleitores fantasma e aumentando o número de votos aproveitados para o apuramento de mandatos (é que nas Legislativas 2002 foram ignorados 715 mil votos em partidos)."
Publicado no Faccioso há minutos atrás (entrada "Mercado dos políticos", de 5 de Abril).
Por vezes, alguns blogs que abordam regularmente a política nacional falam em círculos uninominais, uma forma mais personalizada de eleição de deputados.
Tendo eu investigado o assunto e escrito posteriormente sobre ele, costumo opinar quando é esse o tema. Aqui ficam duas das minhas opiniões: uma no Blasfémias, a 29 de Março, e outra no Barnabé, a 30 de Março.
"Não concordo que os uninominais fossem "abrir a porta à mais grosseira irresponsabilidade" como diz o Pedro Sá.
Mas também não se pode é avançar com eles de qualquer maneira, sem que se façam estudos sérios para dividir o país em vários círculos uninominais. Só que isso demora muito tempo e é a desculpa costumeira dos senhores governantes.
E foi a pensar nisso mesmo que, no livro que escrevi sobre o assunto, propus que, como medida transitória, se usassem os actuais 22 círculos (emigração incluída) como uninominais, sendo os restantes lugares do parlamento eleitos por um grande círculo nacional."
"Pedro Sales,
Por acaso, eu defendo a introdução de círculos uninominais, desde que devidamente compensados com um grande círculo nacional. Aliás, enderecei no Verão passado uma proposta de alteração do sistema eleitoral, sob o formato de livro, a todos os grupos parlamentares, ao Presidente da República e aos responsáveis máximos do STAPE e da CNE. Ainda estou a aguardar comentários."
Descobri mais dois comentários, feitos a 30 de Março no Barnabé, que tratam da inutilidade do voto, fruto do sistema eleitoral que temos.
"Jorge,
Nas legislativas, a diferença entre votar em branco ou votar BE (ou qualquer outro partido excepto PS ou PSD) no distrito de Faro é nenhuma, porque é assim que está feito o nosso sistema eleitoral de apuramento de deputados para a Assembleia da República.
Já agora, fica aqui a informação: 41.337 algarvios votaram para nada nas Legislativas 2002 (e não estou a contar com os que votaram branco ou nulo), dado que o seu voto não serviu para eleger qualquer deputado.
Este valor corresponde a 30% dos eleitores que foram às urnas nessa região, ou seja, quase 1 em cada 3."
"Ficar em casa? Nem pensar!
O que é preciso é pressionar para que a forma de apuramento dos deputados nas legislativas seja diferente, mais próxima do que acontece nas Presidenciais e nas Europeias, onde os votos são contabilizados a nível nacional, não em círculos regionais.
Isto sem que as regiões do interior percam demasiado peso face às grandes metrópoles.
Esta é a minha proposta."
Ontem comentei as recentemente criadas comunidades urbanas e grandes áreas metropolitanas no Planície heróica. Eis o que disse:
"Esta autogestão do território por parte das autarquias só fez sobressair o que de pior existe na política autárquica portuguesa.
Esquecem-se os cidadãos, as regiões e os seus interesses e só se pensa nos interesses pessoais e partidários dos autarcas.
Depois de ver isto, começo a pensar que teria sido melhor encomendar um estudo a especialistas em ordenamento do território e deixar que as várias propostas de mapas fossem alvo de referendos locais, já que o objectivo parece ser regionalizar o país."
Carlos Lage, Joaquim Vairinhos e Paulo Casaca, todos eleitos pelo Partido Socialista, são os eurodeputados portugueses mais amigos do ambiente nas suas opções de voto, segundo o sítio EU Vote Watch, da secção europeia da organização Friends of the Earth.
Nos 10 assuntos levados ao Parlamento Europeu que serviram de base à tabela elaborada por esta organização de defesa do ambiente, os três eurodeputados do PS votaram sempre na opção mais amiga do ambiente.
No extremo oposto situaram-se os eurodeputados do PSD Vasco Graça Moura (com 7 votos contra o ambiente), Pacheco Pereira (6) e Carlos Coelho (6), que apenas votaram ecologicamente o assunto da qualidade do ar (os três) e o da rede transeuropeia de transportes (Carlos Coelho).
Quanto aos representantes da CDU, Ilda Figueiredo e Joaquim Miranda, votaram sempre a favor do ambiente, embora tenham estado ausentes em quatro e três votações, respectivamente.
Já os eurodeputados do CDS-PP são menos amigos da natureza. Ribeiro e Castro votou 6 vezes contra o ambiente e três vezes a favor (água, transportes e poluidor-pagador), ao passo que Luís Queiró - ausente cinco vezes das votações - foi duas vezes contra o ambiente (qualidade do ar e benefícios fiscais para energias renováveis) e outras duas a favor (água e transportes). Ambos optaram pela abstenção na questão da rotulagem dos organismos geneticamente modificados (OGM).
No cômputo geral, Portugal é oitavo na lista dos países cujos deputados se mostraram mais amigos do ambiente no Parlamento Europeu, uma classificação onde os primeiros lugares são ocupados pela Dinamarca, a Suécia e a Áustria. Apenas o Reino Unido tem uma maioria de eurodeputados "inimigos" do ambiente, com apenas 48% de votos ecologicamente correctos.
MPT: Esta entrada foi fruto da curiosidade que a entrada "Como os nossos eurodeputados votaram na questão dos OGM", publicada no Ondas, me despertou.
Além dos espanhóis, também comentei blogs portugueses a propósito das eleições em Espanha. Os escolhidos foram o Barnabé e o BdE, muito dados a esse tipo de debate.
Seguindo o link abaixo chegarão aos diversos comentários.
Comecemos por "Os resultados", da autoria de Daniel Oliveira, do Barnabé.
"A IU perdeu representação sobretudo devido à forma de apuramento dos deputados em Espanha, que permite que pouco mais de 3% dos votos totais dêem 11 lugares à CiU, enquanto os quase 5% da IU só valem 5 mandatos.
Ou seja, 800 mil catalães valem mais do que 1 milhão e 250 mil espanhóis espalhados pelo país.
É por estas e por outras que tanto em Espanha como em Portugal já começam a surgir propostas de mudança para o sistema eleitoral."
"Marcelo nem queria acreditar nas primeiras projecções e chegou mesmo a dizer que o facto do PSOE ter mais votos não significava que o PP não viesse a ter mais deputados, pois a lógica do sistema permitia tal coisa. E o pior é que essa possibilidade existe mesmo..."
"Agora vamos lá a ver com quem é que o PSOE se coliga para governar... se é que vai optar por uma coligação."
"Caro João Pedro,
Estive agora a ver os resultados quase definitivos e a IU não baixou a sua votação, até a subiu ligeiramente!
O problema é que os votos massivos no PSOE acabaram por "roubar" três deputados à IU, graças à forma como funciona o sistema eleitoral espanhol: 52 círculos eleitorais, onde praticamente só os elementos dos dois maiores partidos e algumas forças nacionalistas conseguem eleger deputados."
Palavras no Barnabé, a propósito do texto "Política tempestade", de André Belo.
"O comportamento humano está como o clima. Cada vez mais imprevisível.
E se não conseguimos travar as alterações climáticas, tendo dados sobre as suas causas e efeitos e planos de acção definidos (embora nunca postos em prática), como poderemos prever o desfecho de assuntos que envolvam a mente e o coração de inúmeros seres humanos?"
Comentários à entrada "Análise Contorcionista", colocado por tchernignobyl no BdE.
"Tal como o tchernignobyl já referiu, a IU teve mais votos mas menos deputados e, ao contrário do que afirma Llamazares e a esmagadora maioria dos comentadores, a maior culpa não é da transferência de votos para o PSOE, mas antes da forma como está organizado o sistema eleitoral espanhol.
Como a explicação é algo longa, convido-vos a consultarem Eleições em Espanha: o roubo à IU."
"Fico satisfeito por ver outras pessoas, neste caso o João Guerra, partilharem da minha análise aos resultados da IU nas eleições espanholas.
Só uma ligeira correcção às informações do João: a IU elegeu dois deputados por Madrid, dois por Barcelona e um por Valência.
Quanto à sugestão deixada de união entre o PCP e o BE, acho importante que, quem de direito, pense sobre ela, de modo a reduzir o número de votos desperdiçados por ambos. Até se poderia tentar averiguar o interesse do MRPP em semelhante coligação de forças à esquerda.
No entanto, vejo-a difícil de concretizar com os actuais dirigentes."
Acabadinho de colocar em "O Gin Tónico".
"Nem mais! In GIN veritas.
E para não ocupar espaço indevido, porque o texto ainda é longo, convido-vos a ler o meu "Manifesto contra o voto útil"."
Os acontecimentos de meados de Março em Espanha fizeram-me ter a curiosidade de ler e comentar blogs espanhóis.
Carregando no link abaixo poderão ver o que escrevi no Especial 11 de Marzo de 2004 do Bitacoras.com, no Cosas Raras Mias e no blog de Salvador de la Vega, entre 16 e 23 de Março.
Com as desculpas pelas eventuais falhas no castelhano, aqui seguem então os comentários.
"Felicitaciones por el ejemplo democratico que haveis dado a todo el mundo con la participación masiva en las elecciones!
Sobre los numeros de las elecciones y una visión diferente desde el pais al lado, podeis ver Reciclemos!.
Escribi sobre la votación de IU y sobre vuestro sistema electoral."
"Hizo las cuentas de las elecciones de 14 de Marzo y he notado que trés millones y medio de votos han sido inutiles, no han elegido un solo diputado.
Eso es el 14% de lo total, o sea, uno en siete españoles ha votado para nada.
Además, la IU ha sido la tercera fuerza en votación pero es solamente la sexta en el Congreso. Como es posible que, con trés vezes más votos que el PNV, la IU tenga dos escaños menos?
En mi blog he simulado um sistema electoral alternativo, basado en una circunscripcion nacional y 52 provinciales. Estos han sido los resultados:
PSOE - 155 escaños (-9); PP - 148 (=); IU - 15 (+10); CiU - 10 (=); ERC - 8 (=); PNV - 7 (=); CC - 2 (-1); BNG - 2 (=); PA - 2 (+2); CHA - 1 (=); EA - 0 (-1); Na-Bai - 0 (-1)."
"La lección democratica seria todavia más grande si no hubiesen sido ignorados trés millones y medio de votos para el Congreso.
Hizo las cuentas y lo confirmé. Uno en siete españoles a votado para nada, porque su voto no ha sido contabilizado en el apuramento de los escaños.
Con la proposta de cambio del sistema electoral que tengo en mi blog, eso desperdicio bajaria para un millón y estos serian los resultados:
PSOE: 155; PP: 148; IU: 15; CiU: 10; ERC: 8; PNV: 7; CC: 2; BNG: 2; PA: 2; CHA: 1."
"Hola Salva.
No se si ya has ido a mi blog, pero te dejo aqui el link para el articulo sobre las elecciones en España: http://reciclemos.weblog.com.pt/arquivo/080060.html
Caso tengas alguna duda sobre como llegué a los resultados que presento y las ventajas de un cambio en este sentido del sistema electoral, puedes enviarme un e-mail para luis.humberto.teixeira@sapo.pt.
Un saludo portugués."
Ocasionalmente, visito blogs do país vizinho e comento algumas entradas.
Eis o que disse, a 23 de Março, no blog de Salvador de la Vega.
"Ya habia visto la noticia de TypeKey, pero no me habia ocorrido pensar en ella desde tu punto de vista.
Además de los monopolios y de la privacidad, hay que pensar que todos tenemos derecho a la esquizofrenia. :-)
(Vi "Una mente maravillosa", con Russell Crowe, hace unos dias...)"
Acerca da política portuguesa e, mais uma vez, no Janela para o Rio, aqui vai um comentário de 2 de Abril.
"Belíssima análise, Nuno.
Para mim, a resposta a esta crise de confiança na política portuguesa não está nos partidos que actualmente fazem parte do hemiciclo, nem naqueles que se formam para ocupar políticos que não se mantiveram tempo suficiente para agora estarem no poder.
Está na criação de novas forças políticas ou no fortalecimento e rejuvenescimento de partidos que, até agora, têm sido marginais, mas onde militam pessoas competentes nas suas áreas e preocupadas com o futuro da sua terra e da Terra de todos nós."
Isto de cumprir promessas dá tanto trabalho que cada vez mais compreendo porque é que os nossos governantes até agora se têm abstido de honrar a palavra dada durante os períodos de campanha.
Cá vai o "Eu disse isto?! - 31", dedicado à temática do voto em branco, e "postado" no Janela para o Rio a 31 de Março.
"Eu também cheguei a pensar que os votos brancos deviam ser contabilizados na atribuição de mandatos.
Porém, isso não resolveria nada, pois o voto em branco é um voto de protesto de quem não se revê em qualquer das listas candidatas.
Além disso é um voto cego: tanto pode ser depositado por quem acredita no sistema democrático mas não nas listas que se apresentaram a sufrágio; como pode partir de alguém que pretende um sistema político completamente diferente.
Dar peso na AR ao voto em branco seria deixar a anarquia concorrer a eleições de um regime democrático sem sequer apresentar uma lista, o que não faria qualquer sentido."
No Barnabé, a 6 de Março, comentei o facto de Morais Sarmento ser dado por uma sondagem como o ministro mais popular do governo PSD-PP, aproveitando a ocasião para lançar uma dúvida que tenho cada vez mais: quem são as pessoas sondadas?
"Foi da reportagem na abertura do "A Dois", com toda a certeza. Os portugueses adoram ver como foi a vida dos governantes antes deles estarem onde estão.
A propósito, algum dos visitantes deste blog foi alguma vez entrevistado para uma dessas sondagens? É que eu não e, pela quantidade delas que vejo por aí, não sei como é que isso é estatisticamente possível."
Mesmo quando o assunto é internacional, gosto de o puxar para Portugal, porque existem sempre pontos de contacto que se podem revelar interessantes. Foi o que pretendi com este comentário colocado a 27 de Fevereiro no Barnabé.
"Em relação à candidatura de Nader, quer seja com apoios ou sem eles, penso que é importante, mais não seja porque aumenta o leque de escolha para os cidadãos.
O voto útil é a coisa mais inútil que existe para a democracia. E isso é verdade nos Estados Unidos como em Portugal.
Passe a publicidade, escrevi um livro com uma proposta de reciclagem do sistema eleitoral português depois de ter descoberto que mais de 700 mil pessoas votaram em vão nas Legislativas 2002.
Pode parecer que não tem muito a ver, mas tem. Se tivessemos outro sistema eleitoral o voto útil não seria usado como é para a típica chantagem do "voto neste para não ter lá o outro".
No sistema que proponho, que não constitui um corte demasiado radical com o actual, seria possível recuperar para efeitos de contabilização de mandatos quase 600 mil votos.
Levar estes 600 mil votos em consideração permitiria que o parlamento reflectisse de forma mais fiel a diversidade da sociedade.
O que está errado não é a candidatura de Nader - a qual será sempre útil, mais não seja para o debate de ideias - é o sistema eleitoral norte-americano."
A 20 de Março, comentei o que se segue no BdE:
"Concordo com o José Mário Silva quando diz que Soares deu um tiro no pé ao falar em negociações com a Al-Qaeda para evitar novos atentados.
Isto porque tal atitude implica assumir o medo de novos atentados, de novas mortes. E como a vida é algo que não parece ser valorizado pela Al-Qaeda, uma negociação nesses termos seria entendida como fraqueza por parte do Ocidente.
Como afirma o thirdbacus, um bom ponto de partida para resolver o actual estado de coisas é terminar com o conflito israelo-palestiniano. Só que a última vez que isso esteve bem encaminhado foi antes do assassinato de Rabin. De então para cá, a capacidade (e vontade) de negociação dos líderes israelitas só tem piorado...
No livro "Um mundo melhor" (com imensos erros e gralhas na versão portuguesa, diga-se), Alberto Vázquez-Figueroa conta-nos a história de um grupo de magnatas internacionais que se reúne secretamente para investir parte do seu dinheiro em soluções que melhorem a qualidade de vida no mundo, em todo o mundo.
E qual é a sua primeira prioridade mundial? O fim do conflito israelo-árabe.
As ideias apresentadas no livro são interessantes e referem os imensos obstáculos de uma solução pacífica, desde a sobrevivência económica até ao orgulho dos povos. Mas, ainda assim, deixa uma esperança no ar.
Só que para activar essa esperança no mundo real é preciso ensinar o principal líder mundial a ler... e é aqui que o governo português tem as maiores hipóteses de obter o Nobel da Paz: enviando para a Casa Branca alguns dos muitos professores desempregados de Portugal. :)"
Embora a minha postura habitual seja mais a de tentar encontrar soluções do que a de simplesmente “mandar bocas”, também o faço ocasionalmente.
Acontece-me geralmente no Barnabé, e são disso exemplo estes comentários, o primeiro publicado a 6 de Março e o segundo dois dias depois.
"Ó Barnabé! O Delgado se calhar até é mais ecologista do que se pensa.
Ao sugerir que o ambiente volte a ser uma secretaria de Estado o senhor está é a sugerir que o PSD volte aos bons tempos de Carlos Pimenta, que como "mero" secretário de Estado faz mais do que todos os ministros do ambiente do PSD que se lhe seguiram juntos!
Quanto à cultura... não foi o compincha Santana que foi secretário de Estado da Cultura?
Ora aí têm! O senhor só quer o bem do país e o bem do Santana!"
"O blog do CDS-PP não tem uma postura lá muito interactiva, uma vez que falta a possibilidade de comentar.
Será que é um reflexo da postura do partido para com as opiniões alheias?
É assim que se mostra "um partido de Abril, um partido de Novembro"... ainda bem que as eleições são em Junho!"
As palavras que escrevi no final na entrada anterior recordaram-me um artigo sobre a fome em Portugal publicado pelo Barnabé e onde, a 21 de Março, fiz o seguinte comentário:
"Lá mais para cima, o senhor diogenes diz:
"Sinceramente gostava de saber qual a sua solução... (...) Algum imposto revolucionário?"
E porque não? A Taxa Tobin - defendida pela ATTAC - seria um belíssimo exemplo de "imposto revolucionário".
Aliás, o objectivo da ATTAC é mesmo a Taxação das Transacções Financeiras para a Ajuda aos Cidadãos, e entre esses cidadãos poder-se-iam incluir, certamente, aqueles que vivem na miséria e que passam fome em Portugal.
Porém, a pergunta de diogenes devia ser retórica, pois o senhor esclarece mais abaixo que: "Se vocês estão dispostos a pagar mais impostos OK, eu não estou e ponto final!""
Segundo notícia do DN, o PSD já fez saber que quem pagou o anúncio relativo aos dois anos de governação foram os partidos da coligação e não o erário público.
Falta perceber, como diz o PS, se um anúncio partidário que remete para uma página da República Portuguesa, como é o caso de www.portugal.gov.pt, não prefigura uma situação de total confusão entre o Estado e os partidos políticos.
Assim, dado que o dinheiro saiu dos cofres dos partidos e lhes cabe a eles decidir o destino mais indicado para as suas verbas, retiro as críticas que fiz em "Eu disse isto?! - 18 (fresquinho)", mas mantenho o que afirmei em "Eu acabei de dizer isto".
É um insulto gastarem-se estes milhões em propaganda, quando grande parte da população vive com dificuldades.
Acerca do motivo que levou à tolerância de ponto para a tarde de hoje, eis o que escrevi a 30 de Março no Blasfémias.
“Porque quando as sondagens estão por baixo não há nada melhor que uma ponte para elas subirem.
Além, claro, do carácter democrata-CRISTÃO da coligação PSD-PP.”
Em relação à abstenção (e ao voto útil), um comentário de 4 de Fevereiro no mesmo Janela para o Rio esclarece a minha posição.
"Considero inútil o voto útil no partido A (PSD ou PS) para não ir para lá o partido B (PS ou PSD).
E como os restantes não me têm convencido com a sua postura na oposição (CDU e BE) ou na coligação de governo (CDS-PP) tenho votado MPT.
Deste modo, não atraiçoo os meus ideais e deixo de ter problemas de consciência na altura de depositar o meu voto (abstenção, nunca!).
Talvez devesse fazer o mesmo (à luz das suas preferências partidárias pessoais, claro está)."
Para melhor esclarecer o que penso das eleições europeias, aqui fica um comentário colocado a 4 de Março no Janela para o Rio, relativo à proposta de Manuel Monteiro em acabar com as ditas e substituí-las por nomeações feitas a partir da Assembleia da República.
"Não digo que a ideia não seja interessante, mas para ser posta em prática precisava de ser adoptada por todos os estados-membros, o que dificilmente será alcançado.
Além disso, ao colocar a abstenção como justificação para esta medida radical, o líder do PND faz como que um apelo a esta.
As vantagens que o Nuno vê na proposta - poupar dinheiro e poupar a "chatice" de ter de ir votar - são facilmente rebatíveis.
O dinheiro pode-se poupar com limitações rígidas aos gastos de campanha, e quem se "chateia" de ir votar é porque, na verdade, pouco se importa com quem o representa e com a forma como é escolhido. Se se importasse ia votar.
Por isso, considero a ideia de Manuel Monteiro como um contributo para afastar os portugueses ainda mais das decisões políticas.
Para ele, é preferível concentrar os destinos do país nas mãos da AR. Uma AR cujos deputados são eleitos num sistema que não leva em atenção mais de 700 mil votos que foram colocados nas urnas! E tenho provas do que afirmo!"
O Presidente da República confirmou 13 de Junho como data das eleições europeias, o que me recordou o comentário que fiz a 26 de Março, no Navego, logo existo.
"Pelo que sei as eleições são a 13 de Junho.
É fácil de fixar: é o último dia do fim-de-semana prolongado permitido pela ponte do 10 de Junho, é o dia de Santo António e das marchas, e ainda o dia dos jogos França-Inglaterra e Suíça-Croácia no Euro'2004. Ah, e um dia depois do jogo de abertura entre Portugal e a Grécia.
Quem sabe até se não será um bom dia de praia!
Mas vamos todos votar em massa, ok?"
Agora que o Iraque parece estar novamente em "pé de guerra", lembrei-me de uma notícia de há dois meses, relativa à nomeação de George W. Bush para o Nobel da Paz.
Além de uma entrada aqui no Reciclemos!, essa informação mereceu-me três comentários: dois no Barnabé, a 2 e a 15 de Fevereiro, e um aqui mesmo, a 16 de Fevereiro, como resposta ao leitor kidmolungo.
Eles seguem abaixo, por ordem cronológica.
"Pior que o Arafat ter ganho - porque até fez um esforço sério pela paz com o Rabin - foi alguém como Kissinger ter ganho o Nobel em 1973.
Em relação à nomeação de Bush e Blair... lembremo-nos de outros candidatos "infelizes" ao Nobel da Paz: Hitler (1938), e Slobodan Milosevic (2000)."
"Caro Andropov.
Tal como o Daniel também não percebi a do Gorbatchov. Se fosse a nomeação em 1938 do Hitler ou em 2000 do Milosevic para o Nobel da Paz, ainda percebia..."
"Infelizmente é a sério.
Hitler foi proposto para Nobel da Paz em 1938, numa iniciativa apoiada pela escritora judia norte-americana Gertrude Stein.
Quanto a Milosevic, foi sugerido pela sua "política sábia e valente", que permitiu salvaguardar a integridade do país e "prevenir uma guerra de grande envergadura".
Para quê ficcionar se a realidade consegue ser mais estranha?"
Além dos comentários já aqui colocados em "Eu disse isto?! - 18 (fresquinho) e "Eu acabei de dizer isto", o debate no BdE sobre a campanha publicitária da coligação PSD-PP nos jornais teve mais esta intervenção da minha parte, rematada com uma ponta de ironia:
"Peixoto, agradeço a reformulação que fez, mas devo salientar que continua incorrecta.
Nas Legislativas 2002 votaram 5.473.655 eleitores, dos quais 2.678.115 optaram pelo PSD ou pelo CDS-PP. Isto representa 48,93% dos portugueses que exerceram o seu dever cívico de voto, e que eu saiba é preciso mais de 50% para se ter uma maioria...
Mas concordo consigo quanto ao facto das pessoas que criticam o mau gasto do "nosso dinheiro" serem umas instatisfeitas. Porque é que elas pura e simplesmente não se convencem, e conformam, de que se o governo não gastar mal o dinheiro em publicidade, há-de gastá-lo mal noutras coisas?
Isto é lá país para ter gente exigente, ou melhor, insatisfeita..."
Esta é a centésima entrada do Reciclemos!, pelo que decidi abordar um assunto que, ambientalmente, sempre me chocou bastante: a caça às focas no Canadá, que abriu oficialmente há duas semanas atrás.
A maior parte das focas que é alvo dos caçadores tem apenas dias ou semanas de idade, o que torna ainda mais inaceitável a crueldade de que estes animais são alvo. Por isso é importante denunciar esta prática e manifestar repúdio por ela através do sítio do International Fund for Animal Welfare (IFAW).
Tudo o mais que eu pudesse dizer já foi dito pelo Neomorf, do Ambientalistas, na entrada "Abriu a caça às focas". Subscrevo-a completamente.
Tem um título diferente só para desenjoar e porque acabei mesmo de comentar o que se segue abaixo no BdE, após uma resposta ao meu comentário da entrada "Eu disse isto?! - 18 (fresquinho)".
"Peixoto, se o governo pretende informar os portugueses do trabalho realizado através da comunicação social pode dar conferências de imprensa, não precisa de gastar milhões em publicidade nos jornais, especialmente numa altura em que grande parte da população passa por dificuldades financeiras.
Isso é um insulto para os cidadãos, assim como o foi a decisão do governo socialista de gastar milhões em estádios de futebol.
E quanto a esta coligação ser um "Governo escolhido pela maioria dos portugueses", lembre-se que os votos no PSD foram 2.200.765 e os no CDS-PP 477.350, o que somado dá 2.678.115.
Se somos mais de dez milhões de portugueses e os eleitores inscritos são 8.902.713, o peso total da coligação é claramente inferior a uma "maioria dos portugueses".
Isto já para não falar que desses 2.678.115 votos, apenas 2.388.435 foram convertidos nos mandatos dos deputados que lá estão. Ou seja, a maioria parlamentar foi eleita por menos de um quarto da população do país e por pouco mais que um quarto dos eleitores (26,8%) inscritos."
Ora bem, aqui está um comentário tão fresco quanto fruta acabada de colher. Colocado há minutos no Barnabé e no BdE, acerca do anúncio de página inteira colocado pelo governo em diversos jornais, aludindo às realizações da coligação PSD-PP nos dois anos de mandato.
"A autopromoção nos jornais terá custado...
... quantos carros de combate a incêndios?
... quantas operações em lista de espera?
... quantas horas extraordinárias das forças de segurança?
Eu só quis dar início a esta lista. Quem a quiser continuar só precisa de pensar em usos bastante mais úteis para o dinheiro dos contribuintes."
Na apresentação em Setúbal de "Ensaio sobre a Lucidez", José Saramago considerou o seu mais recente romance como "um livro para avisar a malta, porque é isso que faz falta".
"As pessoas precisam de estar conscientes de que a abstenção convém ao sistema instalado, dado que é fácil de explicar. Já o voto em branco é um protesto deliberado, difícil de contornar", esclareceu o Nobel da Literatura português.
Desdramatizando o alarme que este seu "aviso à malta" provocou no seio da classe política - Mário Soares, aquando do lançamento da obra em Lisboa, disse que 20% de votos em branco seria o colapso dos partidos -, Saramago acredita que o número de votos em branco será superior ao habitual nas eleições europeias, mas que "dificilmente passará dos 2%".
Reconhecendo que esta sua obra não encerra uma solução para a crise democrática que vivemos - "também não era essa a intenção" -, Saramago frisou que os cidadãos devem fazer uso do voto, pois este é das poucas armas que têm para se pronunciar sobre o sistema que supostamente os governa.
Da minha parte, considero que o voto é realmente uma arma e que, como tal, deve ser usado em consciência. E optar por deixar o boletim em branco será o equivalente a dar um tiro para o ar: assusta (sobretudo os partidos grandes), mas não provoca qualquer outro efeito. Não é uma solução, é um protesto.
Vou daqui a pouco à apresentação de "Ensaio sobre a Lucidez", aqui em Setúbal, e por isso lembrei-me de recordar o comentário que fiz acerca da polémica do voto em branco. A opinião foi expressa a 28 de Março no Barnabé, e obtive resposta pronta do Daniel Oliveira, à qual dei a contra-resposta que logo abaixo reproduzo.
"É certo que Saramago expressou essas duas ideias, mas não em conjunto, pelo que não estão directamente implicadas.
Em relação ao voto em branco, Saramago quis recordar que este é uma forma de protesto, ao contrário da abstenção que é uma forma de desresponsabilização.
Ao apelar ao voto em branco, o que o Nobel quis foi dizer a quem não acredite em qualquer das listas concorrentes que não se desligue do processo eleitoral e opte antes por protestar.
Ora, se faz parte da lista da CDU às Europeias, é muito provável que Saramago acredite na lista em que se inclui e, como tal, venha a votar nela e não em branco."
"Não tinha apanhado essa parte da coerência.
Se assim for, não se compreende é qual a coerência de integrar as listas da CDU."
Por vezes, deparamo-nos com caricaturas tragicómicas da realidade que vivemos, como uma que comentei a 28 de Janeiro no Congeminações, da forma que se segue.
"Belíssima caricatura!
E, infelizmente, bastante próxima da realidade..."
Outras vezes ocorrem-nos a nós essas ficções e lembramo-nos de que as escrevemos ao ver debates sobre assuntos reais, como me aconteceu numa visita ao Barnabé a 31 de Março.
"A imaginação demonstrada nessa entrevista pelo primeiro-ministro português faz-me ver que não errei quando considerei a coligação PSD-PP como um governo empenhado na cultura."
Esta 15ª entrada relativa aos comentários que tenho vindo a fazer noutros blogs refere-se, mais uma vez, ao Estrago da Nação, e foi feita a propósito de uma entrada de 2 de Abril, em que o Pedro Almeida Vieira se queixava da fantochada que foi a discussão pública do Plano Nacional de Atribuição de Licenças de Emissão de Dióxido de Carbono (PNALE).
Só acrescentei um "este", que me tinha falhado no comentário original.
"Sendo o acesso aos documentos um direito e a discussão pública uma imposição da Comissão Europeia, será que é possível fazer queixa às instâncias comunitárias sobre a forma como decorreu o processo em Portugal e, quem sabe, obrigar a que este se volte a realizar nas condições desejáveis?"
Hoje, no final de uma acesa discussão sobre assuntos que nada tinham a ver com política, uma vizinha disse-me para eu "voltar para a Juventude Comunista".
Esclareci que ela se tinha enganado no partido, que eu nunca pertenci à JCP.
Porém, fiquei a pensar naquela frase, proferida em tom de ofensa.
Será que dizer que alguém pertence à JCP é um insulto?
E só para não ficarmos nos 13 "Eu disse isto?!", aqui vai o 14º, relativo a uma entrada de 11 de Março nos Marretas.
"Será que a CNE não confia na capacidade de mobilização dos candidatos já anunciados?"
Alguém tinha de ficar com o número 13, e neste caso calhou ao Bioterra, do João Paulo Soares, onde a 30 de Março fiz o seguinte comentário:
"A medida de colocar os beneficiários do rendimento mínimo a limpar florestas não está errada. O que está errado é que o governo pensa, possivelmente, que isso basta e esquece por completo todas as outras soluções, que estão apontadas acima e que fizeste bem em recordar."
Cheguei à dúzia de entradas sobre os comentários que já fiz pelo ciberespaço.
Este é um pouco mais longo do que o habitual, apenas porque me senti na obrigação de escrever sobre o assunto, dada a proximidade que tive dele.
Dado o tamanho do comentário, escrito a 24 de Março, no Barnabé, vou usar pela primeira vez a capacidade de entrada estendida do Reciclemos!.
"Até agora só vi por aqui comentários de pessoas que, ao que tudo indica, não vivem no Bairro da Bela Vista e, possivelmente, nem são de Setúbal.
Eu vivo nesse bairro e estive no local pouco depois da morte do Toni, em reportagem para o diário local para onde trabalhava.
Nessa ocasião devo dizer que me senti algo incomodado por entrar no bairro onde vivo e ter como primeira imagem a de um polícia escondido atrás de um poste de electricidade a apontar-me uma arma.
Eu também levava as minhas "armas": um bloco de apontamentos, uma caneta e a capacidade de fazer perguntas.
Pessoas nas quais confio, asseguraram-me que o Toni tinha cadastro, mas que já tinha deixado a má vida há algum tempo. Como não estavam no local no momento do disparo, não me souberam dizer o que se tinha passado, embora não acreditassem que ele tivesse ameaçado o polícia com uma garrafa partida.
Também ouvi as diversas versões de pessoas que estavam no local e que disseram ter presenciado o acontecimento. Era cada cabeça sua sentença, pelo que vi de imediato que era muito provável que a situação viesse a ficar em águas de bacalhau.
Ao que me contou um dos moradores daquela zona do bairro, a polícia tinha passado aquela tarde atrás de um grupo de jovens assaltantes de carros, pelo que alguns agentes estavam mais enervados do que o costume.
Daí até acontecer o que aconteceu não é preciso muito, pois uma pessoa enervada com uma arma nas mãos é sempre um perigo.
Para tomar uma posição definitiva sobre o assunto precisava de ter visto com os meus olhos o que se passou.
Como não vi, apenas lamento que se tenha morto um jovem que parecia estar a encontrar um rumo diferente para a sua vida.
E lamento que a polícia se refugie no desconhecimento de que uma shotgun pode matar e isso seja aceite em tribunal, pois como todos sabemos o desconhecimento de como funciona algo não costuma ser razão válida para justificar um crime, ainda que este seja involuntário ou fruto de autodefesa.
E quanto ao comentário do sr. Rui Pereira, tenho apenas a dizer que eu sou habitante da Bela Vista, conheço várias pessoas no bairro e nunca nenhuma me disse que tinha medo do "bicho" Toni, bem pelo contrário.
Quanto à história da condecoração... há alturas em que a atitude correcta é deixar entrar as moscas na boca, de modo a evitar que saiam asneiras tão grandes."
Como jornalista que sou, gosto de comentar a actualidade. A nível internacional, é disso exemplo o comentário feito a 22 de Março no Barnabé sobre o assassinato do xeque Yassin, líder espiritual do Hamas.
"É realmente um assassinato de consequências imprevisíveis, até pelas declarações imediatas do Hamas de que Sharon "abriu as portas do Inferno" ao matar o seu líder espiritual.
E era desnecessária, não obstante Yassin não ser realmente boa rês, como diz o Pedro.
O estado de saúde de Yassin já não era muito bom. Se tivesse morrido de morte natural, outro líder o substituiria, quem sabe com um pouco mais de moderação.
Mas assim, morrendo como um mártir, Yassin passa a ser um símbolo da luta contra Israel. E um símbolo forte, porque, para todos os efeitos, os líderes israelitas mandaram matar um homem numa cadeira de rodas a partir de um helicóptero. Nem sequer tiveram a coragem de o enfrentar em terra."
A nível nacional, expressei a minha indignação acerca do desfecho do caso da ponte Hintze Ribeiro no Estrago da Nação de 27 de Março de 2004.
"A natureza é sempre a culpada de tudo.
O problema é identificar de que natureza se está a falar, se da "natureza das técnicas e meios de combate às chamas" dos bombeiros, se da "natureza despreocupada e desinteressada" dos proprietários das florestas, se da "natureza adiadora de reformas estruturais" dos governos.
Ponham é as culpas todas em cima da "Natureza, com letra maiúscula", porque ela tem as costas largas."
E, acerca do 11 de Março espanhol, comentei dois dias depois no Janela para o Rio as eventuais culpas do atentado...
"Eu se fosse ao Nuno não acreditava tanto que a Al-Qaeda foi a responsável pela inversão da estratégia dos "falcões" da Casa Branca.
Ainda há pouco tempo um antigo colaborador próximo de George W. Bush disse publicamente que, mal o presidente dos EUA tomou posse, se começou a discutir a invasão do Iraque.
O governo dos EUA nunca abdica da sua política externa, assim como os governos e as oposições de Espanha e Portugal estão constantemente concentrados na política interna.
As polémicas e até o recordar das suas causas distantes - como o 11 de Setembro de 2001, de um lado, ou a interferência excessiva dos EUA no Médio Oriente, do outro - fazem parte de um jogo político em que, de forma sórdida, algumas pessoas tentam lucrar com as tragédias mediáticas.
Descubra-se primeiro quem foram os responsáveis e concentrem-se esforços em homenagear as vitímas e minimizar as consequências negativas dos atentados naqueles que sobreviveram."
... e uma crítica injusta, em meu ver, do Nuno Peralta à manifestação da CGTP contra a carestia da vida, realizada a 11 de Março.
"Nesta entrada só não vejo razão na crítica à CGTP.
Se o Nuno tivesse uma acção desta envergadura planeada acha que conseguiria abortá-la numa manhã, sem mais nem menos?
Além disso, no próprio dia 11, a CGTP condenou os atentados em Espanha (ver http://www.cgtp.pt/imprensa/comunica/2004/ci004-09.html).
Com a sua atitude, a CGTP mostrou que não estava alheada da realidade e manteve-se firme na sua luta contra a carestia da vida que afecta quase todos os portugueses."
Acerca do 11 de Março português, fiz este comentário no Tomar Partido.
"Caro Jorge Ferreira,
Ao contrário do que se pensa, o 11 de Março de 1975 pode não ter sido obra da "extrema-esquerda, dos comunistas e do gonçalvismo militar", mas antes fruto de um jogo de interesses da política externa norte-americana.
Comecei a duvidar da "tese oficial" depois de ler as páginas 78 a 86 do livro "Eu sei que você sabe", de Frederico Duarte Carvalho.
Agora, a dúvida é a única certeza que tenho acerca desse período..."
Por vezes, comentários que faço noutros blogs dão origem a entradas aqui no Reciclemos!. O que se segue é um desses casos, colocado no Blasfémias a 26 de Março, e que resultou no artigo "Eis uma boa ideia do governo".
"Caiam-me em cima se quiserem, mas considero esta uma das poucas boas ideias deste governo. É aquilo a que se pode chamar a "solidariedade recíproca", ou seja, a forma do Estado dizer: "nós ajudamos-te, mas também tens de nos ajudar".
Uma grande parte das pessoas entre os 18 e os 30 anos que recebe o rendimento mínimo garantido está nessa situação por circunstâncias várias, e uma delas será o facto de não conseguir encontrar emprego.
Sei bem o que é estar desempregado. Quem passa por essa situação tem dias em que se sente inútil à sociedade, e se tal não for combatido poderá descambar para a depressão.
Por isso, pôr quem recebe o rendimento mínimo a limpar as matas entre Abril e Setembro não me parece má ideia. É um trabalho necessário e que, noutros países, seria feito por associações de voluntários.
A história da ameaça com o corte do subsídio é que me parece exagerada, se ocorrer nos termos aqui descritos. Pode haver gente a quem as matas nada diga e prefira fazer limpeza costeira ou dar assistência a doentes nos hospitais.
Teria muito mais a dizer, mas como não quero ocupar indevidamente o espaço de comentários do Blasfémias, vou alongar-me sobre o caso no meu blog, depois de saber pormenores concretos sobre esta ideia do governo."
Tenho andado atento aos comentários sobre o Gmail, o serviço de webmail do Google que promete 1Gb de espaço.
Um artigo do "Washington Post", lido em Media Reform, levantava questões sobre a privacidade do Gmail, que promete enviar aos utilizadores anúncios baseados no conteúdo das suas mensagens, mas garantindo que estas não serão lidas por humanos, mas por um programa de análise de texto.
Rich Wiggins, da Universidade do Michigan, considera que alguns dos anúncios resultantes poderão ser arrepiantes, como alguém receber um e-mail de pêsames pela morte de um familiar e levar com um anúncio de uma agência funerária, por exemplo.
Já o advogado Kevin Bankston, da Electronic Frontier Foundation, questiona se a informação mantida pelo Google para fins publicitários não ficará numa área cinzenta do Acto de Privacidade das Comunicações Electrónicas, uma vez que abrirá "uma porta das traseiras para ver o conteúdo do e-mail".
Como o serviço ainda está em fase de testes, vamos ver o que a empresa consegue fazer para contornar estas questões e proporcionar um serviço que não ponha em causa a privacidade dos utilizadores.
A 30 de Janeiro, dias depois de inaugurar o Reciclemos!, comentei no BdE a mobilização em prol da petição por um referendo ao aborto, aproveitando para aludir aos mais de 715 mil eleitores que votaram vão nas Legislativas 2002 e que não podem solicitar um referendo para mudar a forma de eleger quem os representa na Assembleia da República.
Fiz-lhe uma ligeira correcção, para ficar mais bem escrito.
"Era bom que não ignorassem era, porque 121.151 pessoas é muita gente.
Deviam compreender o sinal que está a ser dado.
Assim como deviam passar a ter em conta que nas últimas legislativas houve 715.676 eleitores que foram votar em vão, porque o resultado tinha sido o mesmo quer eles lá tivessem ido ou não.
E esses, infelizmente, não podem fazer uma petição para mudar essa situação, porque a forma de eleição dos deputados só pode ser alterada... pelos deputados!
Pedindo desde já desculpa pela autopromoção, quem estiver interessado pode saber mais informações sobre esta questão do sistema eleitoral no Reciclemos!."
Quando o assunto é cultural também gosto de fazer alguns comentários.
Com o primeiro, que coloquei a 2 de Março, no Citador, obtive várias respostas às minhas perguntas.
"Perante esta frase de Schopenhauer algumas dúvidas se levantam:
1. Antes de ler um livro como podemos saber se ele é mau e nos vai fazer desperdiçar parte da nossa vida?
2. Será que todos os best sellers são necessariamente maus e devem ser evitados?
3. A defesa da não leitura com base numa eventual qualidade inferior desta será preferível à ausência total de leitura?"
Antes desse, tinha já falado sobre tradução no BdE, a 17 de Fevereiro.
"A Leonor tem razão. Se quiserem traduções de poesia bem feitas, estas têm de ser feitas por poetas. Vejam Paul Auster traduzido pelo meu amigo Rui Lage.
A tradução é de qualidade porque ele se preocupa com o resultado, tenta sentir aquilo que o autor pretende transmitir, e anda ali, às voltas, até encontrar as palavras certas, que não traiam o sentido do poema e, se possível, mantenham a fluidez e a beleza das palavras na leitura.
Da questão dos filmes, referida pela Maria das Flores, nem se fala. É raro, muito raro, o DVD cujas legendas em português estão bem feitas...
Já agora, alguém sabe se a legendagem é sequer feitas por portugueses ou em Portugal? É que às vezes não parece.
Sei que o trabalho de tradução não é coisa fácil, pois eu mesmo traduzo artigos para revistas, mas haja profissionalismo!"
Mais recentemente, também no BdE, deixei este comentário a um sentimento poético de José Mário Silva perante estatísticas. Foi no dia 2 de Abril.
"Também acho Zé Mário. O que faz falta é que mais gente consiga ver poesia na estatística e na matemática."
Achei curioso só ter encontrado dois comentários meus no Ondas, uma vez que o consulto regularmente. Possivelmente, estou tanta vez de acordo com os comentários do Octávio Lima que nem tenho quaisquer palavras a acrescentar...
O primeiro que fiz foi a 1 de Março, a propósito do Carnaval.
"Ora aí está uma notícia que é boa e má ao mesmo tempo. Se por um lado é bom que se tenha feito a recolha destas oito toneladas de material reciclável, por outro é mau que, no meio da folia, tanta gente tenha deixado o seu lixo espalhado pelo chão do local da festa. Mas a iniciativa das entidades envolvidas é de louvar. Alguém sabe se as empresas de reciclagem nacionais tiveram preocupação semelhante em qualquer das autarquias de Portugal?"
O segundo foi uma semana depois, a 8 de Março, e teve o seguinte conteúdo:
"De quem é que o senhor secretário de Estado está a falar quando diz que, entre as pessoas que se interessam pelas políticas de ambiente, "há os que acham que têm obrigação de intervir, se candidatam a eleições, assumem responsabilidades e procuram fazer coisas"? Dele não é, certamente..."
Como este foi um comentário feito à pressa, passo a explicar melhor o que pretendia dizer. O assunto em causa eram as famosas multas para quem não reciclasse o seu lixo, medida demagógica e contraproducente em termos de sensibilização ambiental, como muito bem apontou a Quercus.
Com as suas afirmações, José Eduardo Martins demonstrou uma certa arrogância, como se pensasse que ser eleito e ter o ambiente como pasta o coloca acima das organizações de defesa do ambiente e garante a sua competência para aplicar políticas ambientalmente correctas. E esqueceu-se de que "a competência não se mede aos cargos"...
Pensando em quem não gosta de apagar nenhuma das mensagens que recebe, o Google está a aceitar pré-inscrições para um novo tipo de webmail - o Gmail - que dá aos seus utilizadores um gigabyte de espaço para guardar as mensagens.
O serviço terá a capacidade de agrupar cada mensagem com as suas respostas e mostrar tudo como se fosse uma conversação. E tudo isto sem pop-ups nem banners, apenas os habituais text ads do Google.
ACTUALIZAÇÃO: Depois de ter colocado aqui esta entrada fui ver (o vento lá fora) e descobri que o Paulo Querido já tinha discorrido sobre o assunto, numa entrada de nome "World domination, at last". Também me deparei com uma análise de Rui Carmo no Tao of the Mac, esta em inglês. Vale a pena consultar ambas.
A norueguesa Anette Lie vendeu, desde Maio de 2003, um total de 501,5 litros do seu leite materno, e investiu o dinheiro ganho a tirar a carta e a comprar um carro.
Na Noruega, os hospitais pagam-lhe 125 coroas (16,30 euros) por litro de leite materno, pelo que já recebeu mais de 8 mil euros, sem nunca deixar de alimentar o seu bebé de 11 meses.
Anette Lie diz que a sua capacidade de produção é hereditária, dado que tanto a sua mãe como a avó também a tinham.
Esta notícia parece de uma edição de 1 de Abril, mas foi publicada no dia anterior pela TV 2 Nettavisen, da Noruega. Decidi colocá-la aqui no blog para desenjoar dos "Eu disse isto?!" que tenho andado a recolher (e que trabalheira tem sido... se encontrarem comentários assinados por Luís Humberto Teixeira em algum lado, agradecia que me alertassem).
Continuando a cumprir a promessa deixada nesta entrada, seguem agora três comentários que deixei em três blogs distintos. É que, sempre que me deparo com dúvidas a que sei responder, gosto de ajudar os outros.
O primeiro foi colocado a 15 de Março no Brochura.
"A Internet é o resultado da passagem para a sociedade civil da ARPANET, um projecto de rede de comunicações militar norte-americano da década de 1960.
Penso até que foi nesse projecto que participou o Gomezzzz. :)
A World Wide Web, a interface gráfica que é muitas vezes entendida como sinónimo da Internet, foi criada por Tim Berners-Lee em finais da década de 1980, início da década de 1990.
Assim de repente é aquilo de que me lembro. Espero que tenha sido de alguma utilidade."
Este segundo foi apenas uma achega para a discussão em torno do aumento do preço dos combustíveis, colocado a 28 de Março no Blogue de Esquerda e com uma resposta rápida três dias depois.
"Para melhor compreender a razão da indignação do José Mário Silva, leiam esta entrada de Jorge Wemans no Causa Nossa.
Se estas e muitas outras contas tivessem a atenção devida por parte da comunicação social..."
"De nada Zé Mário."
Por fim, uma ajuda dada a 30 de Março de 2004 ao Pedro Almeida Vieira, do Estrago da Nação. Infelizmente, não consegui encontrar o permalink.
"É relativo a outro fornecedor de alojamento para blogs, mas sempre ajuda a compreender o estranho funcionamento das estatísticas:
http://weblog.com.pt/arq/2004/03/como_funcionam_as_estatisticas_quais_sao_de_confianca.php"
Vou lá com regularidade, mas só uma vez me atrevi a comentar uma entrada na casa do senhorio.
Foi a 10 de Março, estava eu no bairro há pouco mais de um mês, e o assunto tinha-me escapado, pois datava de Novembro de 2003...
"Eu e a minha mania de aparecer atrasado... (neste caso quase quatro meses!)
A ideia chegou a avançar?
Quem foram os vencedores?"
Comentado também no Sadinos, a 5 e 6 de Março:
"Que grande diálogo que vai aqui. Pena que as ideias estejam praticamente ausentes, ao contrário do que solicitou o autor da entrada.
Não sei se o blog é ou não o local mais indicado para colocar uma ideia que vise a mudança, mas é certamente uma boa forma de chegar às pessoas.
Falo por experiência própria, pois escrevi um livro com uma ideia de "reciclagem" do sistema eleitoral português, uma vez que nas Legislativas 2002 foram ignorados mais de 700 mil votos para a contabilização dos mandatos dos deputados.
O impacto da proposta que fiz para solucionar este problema foi limitado, até porque mexe, e muito, com o sistema.
Em seguida criei um blog onde tenho levantado essa questão e muitas outras que me ocorrem sobre formas de melhorar algo neste mundo. O feedback está a ser semelhante ao do livro, se bem que mais interactivo.
Por esse motivo, compreendo o entusiasmo do Pedro Custódio em lançar esta lista das 1001 ideias para Setúbal, a quem apenas aconselho a não colocar meros tópicos genéricos, mas propostas concretas e reflectidas, tendo em conta todos os intervenientes no processo.
Já agora, para terminar, um contributo para a lista das 1001 ideias: porque não impedir toda e qualquer construção nas franjas da cidade enquanto as casas devolutas da baixa não estiverem todas recuperadas?
A ideia é incómoda e dificilmente será posta em prática, tendo em conta as verbas e lobbies envolvidos, mas Setúbal certamente ganharia mais vida se as pessoas pudessem voltar a viver mais perto do coração da cidade (em vez de irem para um prédio ao lado de um poste de alta tensão em Vale de Cobro, por exemplo)."
"Caro Fernando Praia,
Ainda bem que alguém respondeu à provocação de "impedir toda e qualquer construção nas franjas da cidade enquanto as casas devolutas da baixa não estiverem todas recuperadas".
Dou-lhe toda a razão quando diz que "com proibições não construímos nada."
É óbvio que não defendo uma solução tão radical, mas se expus a ideia da forma como o fiz foi para alertar para a importância de voltar a colocar os setubalenses no centro da cidade e dar nova vida à baixa e novo aspecto aos seus edifícios.
E depois da provocação, aqui vai um contributo construtivo: seria interessante reabilitar os edifícios que estão destruídos perto da Pedra Furada e criar aí um complemento do museu da cidade, talvez até em parceria com o Museu Nacional de História Natural.
Como a zona fica algo fora de mão, podia-se criar um apeadeiro ferroviário ali em frente.
Deste modo valorizava-se um património único em Portugal e raro no mundo inteiro."
Aqui vai então um primeiro conjunto de comentários feitos noutros blogs e que, a propósito disto, aqui reproduzo.
No dia 14 de Fevereiro, aquando da abertura do Sadinos, dedicado à cidade de Setúbal, onde vivo:
"Bem-vindos à blogosfera.
É bom ver um grupo tão heterogéneo de figuras de Setúbal aqui reunidas.
Como setubalense queria desde já perguntar se alguém já reparou no monumento de homenagem a Bento de Jesus Caraça, situado numa das pontas da Avenida com o mesmo nome.
Para tapar umas pichagens que desfiguravam a obra, a autarquia ordenou a pintura da mesma. Até aí tudo muito bem.
Só que o autor da limpeza também tapou as marcas da régua do ilustre matemático, "desvirtuando" o sentido do monumento.
Sei que a matemática não é muito apreciada em Portugal, mas não custa nada pegar num pouco de tinta preta e fazer uns riscos no sítio certo...
Duvido que durasse mais do que uma manhã a concretizar, e não era por isso que o orçamento camarário vinha (mais) abaixo.
Sei que existem assuntos mais urgentes naquela zona - como os assaltos a automóveis no Bairro da Conceição ou a sinalização vertical no cruzamento do Dufa, por exemplo - mas a régua era um pormenor que não custava nada corrigir e que demonstraria preocupação para com o nosso património."
NOTA: Este comentário deu origem, dias depois, a uma entrada de José Teófilo Duarte sobre o dito monumento. No debate subsequente, João Aldeia revelou que o arquitecto Vítor Figueiredo foi o autor da escultura. Estamos sempre a aprender.
Um estudo do Programa de Ambiente das Nações Unidas (Unep) afirma que o mundo está a ficar literalmente mais verde quando visto do espaço.
Segundo o estudo, cerca de 80% dessa maior verdura deve-se provavelmente à existência de menos nuvens sobre as florestas amazónicas, à mudança na dinâmica das monções no subcontinente indiano e ao aumento das áreas verdes nas latitudes mais próximas do Pólo Norte.
O director executivo da Unep, Klaus Toepfer, diz ainda que "sem uma acção concertada a nível mundial, um terço da população mundial sofrerá de faltas de água regulares dentro de poucas décadas".
Retomando a análise à proposta da CERLE, discordo da ideia de que os deputados devem transportar consigo o número de votos que os elegeu.
A razão para tal é simples: isso daria um peso excessivo às metrópoles em comparação com o interior.
Para quem viva numa metrópole portuguesa e considere esta uma razão pouco válida - "porque acima disso está o princípio de igualdade de voto entre todos os portugueses" - vamos dar o exemplo das eleições europeias.
No Parlamento Europeu, Portugal é representado por 25 deputados, enquanto Espanha tem 64. Até aqui, nada de estranho, os espanhóis têm mais eleitores logo é justo que tenham mais deputados. Mas será que a proporção está certa? Será que um voto espanhol é igual a um voto português?
Em Espanha estão inscritos 34 milhões de eleitores, ou seja, três vezes e meia o número de eleitores inscritos em Portugal, que são quase 9 milhões.
Levando ao extremo o princípio da igualdade de voto, se 9 milhões de portugueses elegem 25 deputados, 34 milhões de espanhóis deveriam eleger 3,5 vezes mais, ou seja 87 deputados.
Mas não é isso que acontece. Espanha elege 64 eurodeputados e os 87 que supostamente lhe caberiam correspondem, curiosamente, ao número de deputados eleitos por França, Reino Unido e Itália, países com uma massa eleitoral que rondará a dos dois países ibéricos juntos.
Também há bombistas no ciberespaço, que marcam a sua posição de forma irreverente através das chamadas google bombs.
Para conhecerem a vítima de um ataque recente, digitem "estúpido" no Google e espantem-se (ou talvez não) com o primeiro resultado que aparece.
E não é mentira de 1 de Abril...