Em Setúbal, distrito onde estou recenseado, a minha previsão rápida é:
PSD: 2 a 4; PS: 7 a 9; CDS-PP: 1; PCP-PEV: 4 ou 5; BE: 1
Confirmando a tendência de subida, o Bloco de Esquerda vai eleger Fernando Rosas, tal como o CDS-PP vai levar Nuno Magalhães ao hemiciclo, mantendo o deputado que elege por Setúbal desde 1995. Não acredito que ambos os partidos consigam mais, ou menos, do que isto.
Quem também irá manter a sua representação parlamentar é a coligação PCP-PEV, que elegerá quatro deputados: Francisco Lopes, Odete Santos, Heloísa Apolónia e Bruno Dias.
Em dúvida fica a eleição do economista Eugénio Rosa, quinto da lista.
Como é costume quando o ciclo está a seu favor, os socialistas deverão subir, alcançando os oito deputados por Setúbal, que serão António Vitorino, Joel Hasse Ferreira, Teresa Dinis, Eduardo Cabrita, Vítor Ramalho, Marisa Costa, Alberto Antunes e Arons de Carvalho.
Em dúvida fica a eleição de Ana Catarina Mendes, a nona da lista.
Já o PSD, prejudicado pela imagem negativa com que o governo saí, vai baixar a sua votação em Setúbal, e só tem garantida a eleição de Fernando Negrão e Luís Rodrigues.
Em dúvida fica a estreia parlamentar de Luís Marques, candidato independente proposto pelo Partido da Terra.
Neste cenário, só ficaria por decidir o 17º e último lugar por Setúbal, a sair do confronto entre Eugénio Rosa, Ana Catarina Mendes e Luís Marques.
Porém, existem factores que podem prejudicar o PS nesta equação.
A posição de Sócrates em relação à co-incineração na Arrábida é mal vista na região e os seus dois maiores adversários no distrito - PSD e CDU - têm candidatos ecologistas nas suas hostes.
Além disso, a eventual ida de António Vitorino para uma pasta ministerial promoverá os candidatos seguintes da lista do PS, deixando Paulo Pedroso à beira, ou mesmo dentro, do parlamento.
Se a estas fraquezas do PS juntarmos a muito boa imagem de Fernando Negrão, é provável que o PSD consiga garantir o terceiro deputado e até aspirar a um quarto mandato.
Esta alteração levaria a que os candidatos na corda bamba passassem a ser Eugénio Rosa, Arons de Carvalho e Bruno Vitorino, o quarto da lista do PSD.
Ou seja, com assento garantido estão:
Fernando Rosas (BE), Nuno Magalhães (CDS-PP), Francisco Lopes, Odete Santos, Heloísa Apolónia e Bruno Dias (PCP-PEV), António Vitorino, Joel Hasse Ferreira, Teresa Dinis, Eduardo Cabrita, Vítor Ramalho, Marisa Costa, Alberto Antunes (PS) e Fernando Negrão e Luís Rodrigues (PSD).
Dois destes também hão-de ser eleitos:
Eugénio Rosa (PCP-PEV), Arons de Carvalho e Ana Catarina Mendes (PS), Luís Marques e Bruno Vitorino (PSD).
Oxalá se engane. Os partidos tradicionais já deram provas da sua incompetência. Dentro da clásica divisão política as alternativas são à direita o PND e à esquerda o BE. Quando os portugueses se derem conta disto, a realidade política vai mudar.
Afixado por: João Marque em janeiro 18, 2005 03:13 PMNão acho que os "partidos tradicionais" já tenham dado provas da sua incompetência.
Acho antes que os líderes desses partidos vivem para a gestão da imagem e do curto prazo (Santana Lopes e Sócrates são os melhores exemplos), com o fito único de obter o poder.
E, embora considere algumas ideias do PND interessantes e tenha na melhor consideração as pessoas que conheço ligadas ao Bloco, vejo que esses partidos usam a mesma táctica que os "tradicionais": imagem do líder em ponto grande e slogans fáceis de fixar.
Será que ainda não se viu que o país tem os problemas que tem devido às preocupações excessivas com a imagem, por um lado, e à falta de criatividade (sim, porque as campanhas pouco diferem umas das outras e as propostas realmente inovadoras são raras), por outro?
Dentro de todos os partidos existem pessoas competentes, incompetentes, honestas, corruptas, criativas e cinzentas.
Por isso, não é o voto massivo em partidos que ficam nos extremos que vai mudar algo no país.
É antes a ascensão das pessoas mais competentes, honestas e criativas aos lugares de topo de todos os partidos.
Mas para isso é preciso haver coragem para mudar as regras do jogo... tanto em relação à forma de eleição, como em termos de financiamento dos partidos.
Concordo, mas é muito difícil passar seja que mensagem for na comunicação social.
As melhores propostas são omitidas e o que conta é o sound-byt!
Chamo a atenção para várias propostas do PND, que têm sido perfeitamente ignoradas pela comunicação:
http://www.demoliberal.com.pt/noticias.php?noticia=533 - Uma ideia de Portugal
http://www.demoliberal.com.pt/noticias.php?noticia=531 - Algumas propostas
http://www.demoliberal.com.pt/noticias.php?noticia=505 - Uma nova Constituição para Portugal
Abraços