Se eu acreditasse que o que vem por aí é melhor, até ficava satisfeito com a probabilidade de marcação para breve de eleições antecipadas. Tal como a maioria dos portugueses, não me têm agradado as trapalhadas consecutivas de Santana Lopes e companhia.
O problema é que não vejo capacidades inovadoras nas pessoas que estão à frente dos principais partidos nacionais. Não me parece que, com qualquer uma delas à frente do país, a vida dos portugueses vá melhorar.
Chamem-me pessimista, mas Sócrates não me convence e a opção pela dissolução só vai permitir que Santana se faça de vítima ("eu queria trabalhar, mas não me deixaram"), porque o caso Henrique Chaves, quando comparado com a "fuga" de Durão Barroso, não tem gravidade que justifique uma medida tão radical.
Em situações como esta, sou adepto de ventos de mudança, mas nunca os que soprem no sentido de um mal menor. O tempo escasseia, mas pode ser que dê para, pelo menos, fazer com que uma alternativa com ideias e ideais comece a dar os primeiros passos para mudar Portugal. A ver vamos...
Publicado por Luís Humberto Teixeira em novembro 30, 2004 08:54 PMCaro Luis também assim penso. Estou muito pouco crédulo na personalidade que lidera o partido que
presumo assumirá próximamente o poder. É certo que esta decisão me encheu de alegria, isso é um facto mas já a seguir ficarei apreensivo pelo o
que poderá acontecer com um governo PS liderado pelo Sócrates.