novembro 30, 2004

Assumo! (1)

Este novo espaço, chamado "Assumo!" (inspirado no "Acuso!", de Zola), mantém a lógica dos "Eu disse isto?!" que publiquei anteriormente. Com ele pretendo continuar a reunir aqui tudo aquilo que comento noutros lados, para assim dar uma melhor ideia da minha posição acerca de vários assuntos, mesmo quando não os abordo directamente no Reciclemos!.

Há quase um mês atrás, coloquei dois comentários no Barnabé, ambos em artigos relacionados com as eleições nos EUA. O primeiro foi sério, o segundo a brincar... sendo que este último mereceu uma contra-resposta a uma resposta que considerei pouco adequada de um outro blogger.
A reprodução das minhas palavras segue abaixo.

Comentado a 4 de Novembro na entrada "Like father, like son":
"Caro Walter Ego,
Com os dados actualmente disponíveis, a vitória de Bush seria uma realidade quer com eleições directas sem colégio eleitoral, quer com colégio eleitoral pelo método de Hondt."


Comentado a 7 e 8 de Novembro em "A guerra contra o terrorismo é como a guerra contra a caspa":
"Gore Vidal Sassoon?
(desculpem brincar com coisas sérias, mas não consegui resistir!)"

"Caro Rui Silva,
O comentário que fiz vive de uma associação rápida de ideias que certamente é compreendida por qualquer pessoa inteligente e com sentido de humor (guerra à caspa... Vidal... Vidal Sassoon!).
Ao colocar uma ressalva entre parêntesis, quis deixar bem claro que esta associação era uma brincadeira e não uma tentativa de abandalhar o debate. Feita que está a explicação dos factos, passemos aos argumentos.
Gore Vidal diz: "This is not a war. That’s why I make fun of the war on terror and compare it to bad temper or dandruff, whatever. Terrorism is a fact of life."
Ora, neste caso limitei-me a seguir a mesma filosofia que o escritor norte-americano: gozar um pouco com um assunto sério, para poder vê-lo de forma menos dramática. Acredite que é bom para a sanidade mental de qualquer pessoa.
Se não percebe isto e acha por bem partir para o insulto, tudo bem por mim. Mas não espere que desça a esse nível, pois os actos ficam com quem os pratica.
Aliás, para lhe mostrar que não guardo qualquer ressentimento pelo seu comentário, deixo aqui um conselho: retire o "h" de "hears" no texto de entrada do seu blog (http://www.touch-of-evil.blogspot.com) ou acrescente um "e" ao final dessa mesma palavra.
Se optar pela primeira, ficará com "ears" (ouvidos), devolvendo à frase o seu sentido shakesperiano original.
Se escolher a segunda, obterá "hearse" (carro funerário), ficando assim com uma expressão que intrigará os visitantes, dando ao mesmo tempo um maior "touch of evil"..."

Publicado por Luís Humberto Teixeira em novembro 30, 2004 12:03 PM
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