O que se segue é parte do relato de Anna Politkovskaya acerca do que se passou em 2002, nas horas em que esteve no teatro Dubrovka, em Moscovo, a tentar mediar a libertação de crianças que eram mantidas reféns por um comando checheno.
"(..) Falo-lhe na libertação das crianças mais velhas.
"Crianças?", diz ele. "Durante as operações russas na Chechénia vocês ficam com as nossas de 12 anos para cima, por isso vamos manter as vossas".
Fazem isso para vingar a perda? "Não. Para que vocês sintam como é", responde ele. (...)"
Se a frase do rebelde checheno corresponder a uma realidade, é de ficar a pensar no que andarão a fazer os militares russos nas zonas que pretendem a saída da Federação. Tudo a coberto de uma tal de "luta global contra o terrorismo", como lhe chamam Vladimir Putin e George W. Bush.
Publicado por Luís Humberto Teixeira em setembro 4, 2004 02:42 AMPor agora soubemos o que aconteceu a crianças da Ossetia do Norte, bem longe de Moscovo.
Afixado por: Jumento em setembro 4, 2004 11:39 AMOra aí está o cerne da questão. É evidente que nos revoltam acções deste tipo sobretudo contra crianças inocentes e indefesas. Mas será que alguém se interroga verdadeiramente sobre as razões porque este terrorismo está no terreno. Quem afinal foi o responsável pela sua promoção.
Se calhar é mais fácil ficar-se apenas pela condenação destes actos, dos outros, daqueles que provocaram estes, não, porque se tratam da garantia da soberania, de um povo sobre outro sem que a outra parte o aceite.
É verdade... esta «estória» pode ter contornos bem complicados. No entanto, estando contra todo e qualquer tipo de mau trato, tenho de me mostrar solidário para com as famílias das vítimas de Beslan e sentir repúdio de quem causou aquele cenário de terror.
Como terminar com o terrorismo é que não sei, nem vislumbro resposta para tão cedo, infelizmente.
Saudações
Afixado por: Carriço em setembro 9, 2004 02:22 AM