Farto de algumas situações que ocorreram com familiares e amigos meus nos últimos tempos, decidi contactar a Ordem dos Médicos para saber como fazer uma queixa de um destes profissionais.
Fiquei assim a saber que se deve escrever uma carta para o Gabinete do Doente, sito na Av. Almirante Gago Coutinho, nº 151 - 1749-084 Lisboa, anexando fotocópias de documentos comprovativos à exposição/queixa.
É óptimo que exista tal gabinete, mas devo dizer que duvido da sua eficácia, pois a exigência de documentos comprovativos da queixa demove muitos cidadãos que, mesmo que saibam da existência deste serviço, dificilmente poderão comprovar documentalmente a má conduta do médico.
Digo isto porque não sei como é que se pode comprovar que um médico da Clínica Roma, em Lisboa, que tem apelidos bem conhecidos, cobrou duas vezes um exame não concluído no Hospital Amadora-Sintra.
Primeiro, pediu o pagamento adiantado, na referida clínica privada, para poder marcar uma observação no referido hospital público.
(Neste caso ele pode alegar que o pagamento se refere à consulta).
No dia marcado, não foi possível fazer a observação completa por o estado de saúde do doente ter piorado.
(Sendo uma observação, o médico pode alegar que a fez. Não há provas em contrário.)
Além de não receber o dinheiro de volta e do alarme provocado pelo deteriorar da sua situação, o paciente ainda recebeu em casa uma conta para pagar do Amadora-Sintra. Disse que já tinha pago no privado ao médico, mas recebeu como resposta: "Não nos interessa. Resolva isso com o doutor".
Não perguntaram se a pessoa queria apresentar queixa do médico, já que este estava a abusar dos recursos públicos e da boa-fé dos seus pacientes. Como se esse abuso fosse uma situação normal e comum a vários médicos.
Obviamente, dado o piorar da sua condição, a pessoa preferiu procurar os préstimos de outro médico e tratar da sua saúde, que estava a agravar-se de dia para dia. E felizmente conseguiu resolvê-la.
Publicado por Luís Humberto Teixeira em agosto 2, 2004 03:22 PMÉ evidente se o procedimento normalmente não ocorre em presença de testemunhas daí eles nem sequer quererem que alguém acompanhe o doente ao gabinete onde vai decorrer a consulta como é que depois pode ser possível documentar e fundamentar a queixa.
Afixado por: congeminações em agosto 2, 2004 11:59 PM