Ao que me disse fonte bem informada (para recorrer a um termo muito usado nos jornais), o mais recente incêndio na Arrábida terá partido de um descuido, ou seja, não foi fogo deliberadamente posto.
Por isso, a primeira pista deve ser seguida não com o intuito de procurar se houve uma atitude criminosa activa, mas antes se ocorreu negligência passiva - falta de limpeza das matas, por exemplo.
Essa sujidade das matas terá sido o rastilho necessário para desencadear o incêndio que se viu, com a ajuda dos ventos fortes, das temperaturas altas, da complicada orografia e da escassez de meios materiais e humanos nas corporações de bombeiros.
Em áreas onde as matas estavam mais limpas, o fogo foi mais fácil de controlar, enquanto nos matos sujos ele se alastrou a galope, como se de um cavalo de competição se tratasse.
Em relação à segunda e à terceira pistas... seria importante que a comunicação social (e a polícia, obviamente) as investigassem bem, para ver se têm alguma relação, uma vez que a perda do estatuto de área protegida poderá colocar o Parque Natural da Arrábida a saque, nem que seja por pouco tempo.
E quanto mais habitações existirem nesta zona, mais difícil será preservar o património vegetal, animal e paisagístico contra incêndios futuros, uma vez que os bombeiros têm como primeira obrigação proteger as pessoas e as casas...
Publicado por Luís Humberto Teixeira em julho 29, 2004 09:34 PM