Na boa tradição monárquica portuguesa, Pedro Santana Lopes sucedeu a José Manuel Durão Barroso, o Cherne, que decidiu ir nadar para águas mais calmas e melhores para a sua saúde financeira.
O aval da sucessão foi dado por Jorge Sampaio, o Consensual, que apesar de diversos conselhos em sentido contrário (até Conselhos de Estado), optou por não pôr nas mãos do povo a decisão dos destinos da "República".
Seguindo a mesma boa tradição monárquica, Pedro tem feito os possíveis por ganhar junto dos portugueses um cognome que se adeqúe às ideias que tem na cabeça, mas tal tem-se mostrado difícil de encontrar...
No entanto, depois de ler esta entrada no BdE (II), penso já ter descoberto o cognome ideal para o novo primeiro-ministro: Santana Lopes, o Relativista.
Eis porquê:
"Fiz algumas pesquisas e sei que já houve governos bem maiores" (acerca do facto do seu executivo ser maior que o anterior, quando PSL tinha prometido um mais pequeno)
"Andei a informar-me e descobri que até já houve atrasos maiores nestas cerimónias." (sobre o atraso na cerimónia da tomada de posse dos secretários de Estado)
"No ano passado, por esta altura, já tinha ardido mais" (relativamente à área de floresta que já ardeu durante este ano)
Se isto é ao fim de alguns dias de Governo, nem quero saber de que forma irá ele relativizar o estado do país ao fim de dois anos... ("Fiz algumas pesquisas e descobri que já houve países com défices bem maiores que o de Portugal" ???)
E continuando a relativizar é possível face à antecipação da campanha eleitoral para as legislativas de 2006, cujo trunfos ele vai poder dispor, conseguirá junto do eleitorado flutuante que continua a não se interessar em se definir politicamente, comprar-lhes os votos por um punhado de lentilhas que lhes passará a distribuir a partir de agora.
Afixado por: congeminações em julho 28, 2004 09:49 PM