No Contrafactos & Argumentos, falou-se aqui há uma semana atrás de Bilderberg, esse tal grupo restrito de figuras da política e da economia internacional que se reúne secretamente aqui e ali, e do qual são habituées o norte-americano Henry Kissinger (sim, o que ordenou o golpe de Estado no Chile e muitas outras ingerências excessivas na política interna de países que não o seu) e o português Francisco Pinto Balsemão.
Eu, que aprecio a exposição de dados pouco divulgados, deixei nos comentários a achega de que, além de José Sócrates e Santana Lopes, esteve também presente neste encontro António Vitorino.
Mas não entro em quaisquer teorias da conspiração de que foi no encontro do grupo de Bilderberg que ficou decidido que António Vitorino não concorreria ao cargo de secretário-geral do PS, deixando caminho livre para Sócrates, ou de que foi aí que se decidiu que Vitorino não seria presidente da Comissão Europeia e cederia o lugar a Durão Barroso, que por seu turno seria substituído por Santana Lopes, como já ouvi dizer por aí.
São teorias da conspiração que só um bom jornalismo de investigação poderia comprovar ou desmentir. Mas há cada vez menos disso... e é pena.
Porque assim ficam a pairar no ar suspeitas que servem ou para dar o benefício da dúvida a pessoas que não o merecem ou para manchar o bom nome de pessoas sérias. E isto nem só a Bilderberg se aplica...