Em princípio, Jorge Sampaio decide hoje se convoca ou não eleições antecipadas.
Eu espero bem que as convoque e não ceda às pressões de Santana Lopes, que diz que o PR não pode abrir o precedente de convocar eleições antecipadas havendo uma maioria absoluta no Parlamento.
Parece que Santana se esqueceu de que essa maioria é artificial, decidida a posteriori por conveniências partidárias, e não reflecte nenhuma vontade expressa dos portugueses.
Andar a dizer em entrevistas à televisão que "o governo que irei formar com o CDS" terá mais ministérios é já um indício da política despesista que por aí vem, caso Jorge Sampaio não tenha coragem de travar as pretensões do presidente do PSD.
Sobre a pré-história deste assunto, aqui ficam dois comentários sem grande relevância que fiz no Barnabé, a 29 e 30 de Junho.
"Padrinho, então e os governos maioritários de Cavaco Silva? Nessa altura o PSD conseguiu governar sem "arranjinhos" e obteve maiorias absolutas em termos de votação nacional (50,22%, em 1987, e 50,60%, em 1991)."
""Se eu tivesse que decidir não decidia, deixava o povo português decidir."
Será que, com esta frase, João Salgueiro está a sugerir a Sampaio que faça um referendo sobre se queremos ou não eleições antecipadas?
Assim, qualquer que fosse a decisão, Sampaio furtava-se à responsabilidade, colocando-a nas mãos dos eleitores."
Hoje não será com certeza. Talvez amanhã uma vez que hoje ainda ouviu alguns membros de partidos políticos. Ele tem como nós também temos consciência disso, mais razões para dissolver a Assembleia e convocar eleições antecipadas do que optar pela solução de continuidade. É que se o fizer além de se arriscar a ficar com o odioso por tudo quanto de mal ocorrer, como levar as pessoas a pensar que efectivamente existiu o tal compromisso que Barroso insinuou e que eu não quero acreditar que tenha existido.
Afixado por: congeminações em julho 6, 2004 10:31 PMparabéns!
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As previsões iniciais para o anúncio da decisão levaram-me a dar um título que não correspondeu à verdade.
Espero que até ao final da semana haja uma decisão e que ela seja de eleições antecipadas. A bem da credibilidade da vida política portuguesa.