junho 14, 2004

Europeias dos Pequeninos

Entre os pequenos partidos, as alterações também foram mínimas. Comecemos esta análise pelos três mais votados:
O PCTP/MRPP subiu ligeiramente a sua votação, mas isso é capaz de se dever a factores externos às suas propostas (ver as análises de Barnabé e Jaquinzinhos a este propósito).
A Nova Democracia captou 33.952 votos, ou seja, 1% do eleitorado. Para primeira experiência não é mau, mas tendo em conta o investimento feito na campanha e a cobertura mediática de que foi alvo por parte de alguns órgãos de comunicação, este será um resultado que sabe a pouco.
Também falado na comunicação social nos últimos dias de campanha, embora pelas piores razões, o PPM desceu o seu score, provando que longe vai o final da década de 80 e as elevadas votações nos monárquicos (muito graças à projecção mediática de Miguel Esteves Cardoso).

Passando para os três menos votados:
O POUS voltou a descer e desta feita ficou abaixo dos 5000 votos. Será que vale a pena continuar a insistir?
O mesmo se aplica ao PDA que, embora tenha subido a sua votação, não chegou sequer aos 5500 votos.
Quanto ao PNR - que tinha três bloguistas nas listas - cativou 8.119 pessoas com os seus ideais nacionalistas, o que não é de descurar, dado ser esta uma primeira tentativa.

Dito isto, restam os três que obtiveram pouco mais de 13 mil votos.
Para o MPT - Partido da Terra este foi um resultado quase tirado a papel químico das Europeias de 1999, enquanto o Partido Humanista, que se estreou em Europeias, obteve uma votação superior à das Legislativas 2002.
Igualmente estreante, o Movimento pelo Doente foi aquele que mais me surpreendeu... sobretudo devido aos motivos do voto nesta nova força política. É que, no dia das eleições, a minha mulher ouviu um eleitor que tinha ido à mesma mesa de voto que nós dizer para outro: "Como sou um romântico, votei no partido que tinha o coração".

Publicado por Luís Humberto Teixeira em junho 14, 2004 05:49 PM
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