Acerca da legitimidade política do Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV) contestada na Assembleia da República por Durão Barroso, fiz os seguintes comentários nas entradas "Legitimidade política das coligações", no Grão de Areia, "Farpas Verdes LXXII", no Estrago da Nação, e "Eu simpatizo muito...", no Blogue de Esquerda:
Grão de Areia, a 5 de Maio:
"Parabéns, pois os argumentos utilizados são excelentes para ilustrar a falta de razão e de espírito democrático do primeiro-ministro.
No entanto, entende-se a atitude de Durão Barroso. Ele ataca o PEV porque não lhe convém atacar para dentro da coligação de governo...
É que, a fazer fé nas sondagens, o CDS-PP vai obter dois eurodeputados no âmbito da coligação com o PSD. Se concorresse sozinho não elegeria nenhum.
E, para piorar a disposição de Durão, os 36,5% que as sondagens dão ao PSD correspondem a 10 eurodeputados... número idêntico ao que resulta dos 39,1% relativos à soma dos dois partidos."
Estrago da Nação, a 12 de Maio:
"E que nome teria esse partido renascido das cinzas? O mesmo? Ou seria preferível mudá-lo por questões de marketing político?"
Blogue de Esquerda, a 17 de Maio:
"Na questão do machismo penso que nada mais há a acrescentar. Quanto a uma outra questão colocada pelo Filipe - a legitimidade do PEV - também a considero válida.
Não critico os Verdes por terem sempre concorrido no seio de coligações. Afinal, estas são mecanismos permitidos aos partidos para evitar dispersão de votos. Veja-se o caso paradigmático da união pré-eleitoral de UDP, PSR e PXXI. O Bloco de Esquerda resultante alcançou resultados que nunca os três partidos alcançaram em separado. Foi uma vitória da inteligência, pois uniram-se esforços depois de descobertos pontos em comum.
Voltando aos Verdes, o que é que os levou a coligarem-se com o PCP nas eleições para a autarquia de Barrancos em 2001? O candidato apresentado pela CDU (PCP-PEV) foi António Pica Tereno, grande defensor dos touros de morte. Ora, nenhum partido ecologista que queira ser levado a sério entra numa coligação encabeçada por alguém que tem esta noção de direitos dos animais!
Mas se discordo desta actuação do PEV, também não concordo mais com a atitude de Durão Barroso na AR. Se ele não reconhece validade política ao PEV por este ter concorrido numa coligação pré-eleitoral, qual será a validade política do governo, que resulta de uma coligação pós-eleitoral e, como tal, nunca colocada à consideração dos eleitores?"