Hoje deparei-me com um envelope que me era endereçado no chão do prédio, a metros das caixas de correio. Estava rasgado e já sem o seu conteúdo.
Como o envelope era grande demais para a caixa postal, deve ter ficado com uma parte considerável de fora. Isso terá despertado a atenção de alguém, que decidiu então retirar o envelope da caixa, abri-lo e ficar com o seu conteúdo.
Não sei o que lá estava dentro, mas desconfio que era uma revista que costumo receber mensalmente, com o exemplar invariavelmente amarrotado.
Expliquei tudo isto ao responsável pela distribuição dos CTT da minha área de residência, e ele desculpou-se em nome da empresa, dizendo que a violação da minha correspondência ocorreu porque o carteiro não cumpriu as regras de serviço, que obrigam a deixar um aviso quando a encomenda é grande demais para o local onde deve ser colocada.
Assim fiquei a saber que sou servido, há meses, por carteiros que ou não aprenderam o seu ofício ou não têm brio profissional... e pensei em como o cinema é realmente a arte da ilusão, por me ter feito crer que Mario Ruoppolo, o carteiro de Pablo Neruda interpretado por Massimo Troisi, seria o modelo de uma profissão.
Publicado por Luís Humberto Teixeira em março 17, 2004 04:34 PMÉ realmente triste e lamentável lidar com situações de baixo brio profissional. Mas "água mole em pedra dura..." um dia a gente há-de melhorar. E nada como nunca calar e engolir em seco. Há que denunciar, há que reclamar, há que, no mínimo, desabafar. Um abraço.
Afixado por: OLima em março 17, 2004 10:40 PMJá me aconteceu também!
Afixado por: canzoada em março 18, 2004 10:03 PM